O psiquiatra Daniel Martins de Barros, autor do livro “O Lado Bom do Lado Ruim” — que recomendo fortemente —, alerta em sua obra “Sofrimento Não é Doença” que sentir tristeza, medo, angústia e frustração faz parte da experiência humana. Nem todo sofrimento precisa ser transformado imediatamente em um diagnóstico médico ou em uma vergonha a ser escondida.
Muita gente tenta anestesiar o próprio cansaço emocional porque acredita que parar significa fracassar. Só que o corpo e a mente sempre encontram uma forma de avisar quando alguma coisa está pesada demais. Às vezes, o aviso chega na forma de insônia, irritação, desânimo constante ou um silêncio estranho dentro da própria rotina.
Preservar a saúde emocional também significa aprender a estabelecer limites. Nem toda discussão merece uma resposta, nem toda cobrança merece ocupar tanto espaço dentro da nossa cabeça e nem toda batalha precisa ser enfrentada até o fim. Cuidar da mente devolve a humanidade a quem está tentando sobreviver no automático.