Li um comentário bem interessante sobre o impacto de consumir arte — como ir ao cinema, a museus e a teatros — na vida de uma pessoa, e vale a pena falar mais sobre isso.
Em 1996, foi apresentada uma pesquisa realizada durante nove anos na Suécia, com 13 mil suecos, que demonstrou que quem frequentava cinema, concertos, museus ou teatro com regularidade apresentou 41% menos mortalidade por qualquer causa.
Essa pesquisa foi replicada na Inglaterra dez anos depois, com 2.148 ingleses acompanhados longitudinalmente, e apontou que o convívio com a arte estava associado a um risco 48% menor de desenvolver depressão, ou seja, seguiu a mesma direção da curva sueca.
E por que isso acontece? A arte ativa quatro sistemas em paralelo: o estético, o emocional, o social e o existencial. Nenhuma outra intervenção comportamental conhecida aciona os quatro juntos.
A questão não é simplesmente dizer “vá a uma exposição para não se deprimir”. O ponto é o seguinte: o que parece um luxo cultural, segundo os dados, sustenta a vida psíquica de uma pessoa. Não cura, mas compõe. E você? Costuma ir a shows, teatros, museus ou cinemas com frequência?