Me perguntaram recentemente, durante uma palestra, o que eu achava da proporção de biodiesel subindo de 15% para 16% na mistura com o diesel. E eu respondi que não achava nada: eu tinha certeza. A média da mistura de biodiesel no mundo inteiro é de 7% e, no Brasil, até a faixa de 12%, não se registraram problemas mais graves nos motores.
Em condições especialíssimas, o uso pode chegar a até 100% de biodiesel. Mas, desde que o percentual subiu acima de 12%, passaram a existir três soluções para se combater a formação da maldita borra. A primeira é usar o diesel imediatamente após o abastecimento. A segunda é utilizar aditivos que estabilizam o combustível. E a terceira é aumentar a frequência de troca dos filtros.
O problema é que todas essas soluções acabam encarecendo o custo do quilômetro rodado. No entanto, o governo parece estar mais preocupado em agradar a bancada do agronegócio do que os frotistas e caminhoneiros.