Segundo dados do Censo 2022, divulgados em 2025, mais de 2 milhões de brasileiros declararam ter recebido o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista, o TEA. Pessoas no espectro autista, em geral, apresentam diferenças nas áreas de interação social e uma sensibilidade sensorial bem mais ampla.
Por isso, em muitos casos, elas também processam os estímulos do ambiente de forma mais intensa, tornando sons, iluminação, texturas e cheiros fatores capazes de gerar cansaço e desconforto. Então, pense aqui comigo: o que uma casa acolhedora para pessoas autistas precisa ter, já que o ambiente influencia diretamente a sensação de conforto e segurança de qualquer pessoa? Vamos lá.
Luz intensa, um local barulhento ou uma grande quantidade de informações visuais podem gerar desconforto e desgaste em quem tem mais sensibilidade. Já os espaços mais organizados, previsíveis e tranquilos costumam favorecer o bem-estar, ajudando a pessoa a se sentir mais calma, concentrada e também mais segura.
E aí é o seguinte: considerando essas necessidades sensoriais, a neuroarquitetura, campo que estuda a relação entre elementos como luz, cores, texturas, sons, layout dos ambientes e o funcionamento do cérebro, pode contribuir significativamente para promover o bem-estar, reduzindo o estresse e criando espaços mais acolhedores, confortáveis e adaptados, principalmente nesses casos.