Eu estou muito curiosa para ver o que os arquitetos e designers mineiros vão mostrar na CASACOR, que abre as portas em agosto. Se a base for a CASACOR São Paulo, por lá já temos uma amostra interessante de como a cor está entrando nos ambientes sem modéstia.
Eu li um texto interessante que dizia o seguinte: “As cores nunca foram apenas um recurso estético. Elas são uma linguagem cultural. Revelam o espírito de uma época, traduzem transformações sociais, refletem avanços tecnológicos e expressam a forma de vida de um determinado momento”.
Pesquisadores e especialistas em comportamento, birôs de tendências, sociólogos e designers observam mudanças econômicas, ambientais, culturais e tecnológicas para compreender quais tonalidades passam a fazer sentido em um determinado momento histórico. Mas há um detalhe importante.
No nosso tempo, as cores também revelam uma mudança muito interessante: a valorização da autenticidade. Em vez de regras rígidas, cresce o interesse por composições mais pessoais, misturando tonalidades, texturas e contrastes que expressam identidade, e não apenas tendência.
Compreender as cores é compreender o momento em que vivemos. Elas não determinam emoções nem antecipam o futuro; são indicadores culturais que registram, de forma silenciosa, as mudanças de comportamento, consumo e sensibilidade que moldam a moda e o design de interiores.
E você, tem coragem de assumir a cor na sua casa de uma forma única ou prefere copiar quando vê algum projeto bacana nas redes sociais? Ou então, não prefere nada disso e continua cheio de cerimônia, apostando no branco, no bege e no cinza, e só?