Dizem que a diferença não está no que pode ser entregue, mas no que não pode ser copiado. O mercado já entendeu que ter uma assinatura no que se faz, algo que é só seu e de mais ninguém, é, talvez, o valor mais importante a se destacar em um profissional. E é isso que um arquiteto de verdade faz. Um designer de verdade faz. Um artista de verdade faz.
Um bom exemplo é o de Domingos Tótora, um nome que talvez você não conheça, mas que deveria, pelo menos, pesquisar sobre. Designer e artista plástico mineiro reconhecido internacionalmente, Domingos compõe a sua linguagem a partir do que o mundo descarta. Em seu ateliê na Serra da Mantiqueira, ele transforma papelão em arte.
É um trabalho que passa por vários processos: o papelão é triturado, moldado à mão e, depois, tingido com pigmentos locais. O que ele faz tem assinatura única. O artista foi escolhido, por exemplo, pelo Museu de Design de Londres para figurar entre os melhores do mundo. E é interessante perceber que, para Domingos Tótora, o que não está em negociação é a autenticidade do processo.
Para ele, o importante é continuar criando trabalhos que nasçam de uma relação verdadeira com a matéria, com o tempo e com a vida. Tá entendido?