Fui duramente criticado ao chamar de inviável o sonho do senhor Flávio Figueiredo de Assis, que se autointitulou o “Elon Musk brasileiro” com seu automóvel Lecar. O projeto, que seria inicialmente um carro elétrico produzido no Rio Grande do Sul, passou depois para um híbrido no Espírito Santo com a promessa de produção de 120 mil carros anualmente.
Disseram que eu era “puxa-saco” das multinacionais e contrário ao projeto de um carro brasileiro. Na época, comentei que cobrar antecipadamente as parcelas da venda de um veículo que nem fábrica tinha era caso de polícia. E agora, o Ministério da Fazenda se interessou pelo caso, investigou e o levou ao Ministério Público Federal (MPF). O projeto é considerado uma possível fraude financeira, com riscos de sumir com o dinheiro de quem está pagando por um carro inexistente e até de empresas candidatas a concessionárias.