Este último Salão de Pequim foi um retrato fiel da força da indústria automobilística chinesa. Enquanto salões tradicionais e importantes pelo mundo fecharam as portas ou reduziram drasticamente o seu tamanho para se ajustarem a novos orçamentos, o evento na China seguiu o caminho oposto.
O Salão de Genebra, que já foi um dos mais prestigiados do planeta, encerrou as suas atividades. O de Paris teve as suas dimensões reduzidas e o de Frankfurt precisou de se mudar para Munique, ocorrendo agora de forma descentralizada, até no meio da rua. Já o Salão de São Paulo ficou inativo durante alguns anos e voltou com menos fôlego no ano passado.
Em contrapartida, o Salão de Pequim foi um sucesso estrondoso. Com mais de 1.500 carros expostos, vindos de 21 países, e uma área total de 230.000 m² (podendo chegar a 380.000 m² em edições de pico), ele consolidou-se como o maior do mundo, demonstrando onde está o novo eixo de poder do setor automóvel global.