Eu estava falando sobre aditivação em uma palestra e alguém me perguntou: “Mas Boris, se eu usar o aditivo errado, o pior que pode acontecer é eu ter jogado dinheiro fora, não é?”.
Eu retruquei imediatamente: às vezes você não só joga dinheiro fora, como ainda pode ter um senhor prejuízo no bolso. Um bom exemplo é a gasolina, que precisa ser aditivada, porém da forma correta, com dispersantes e detergentes para combater a carbonização. Para isso, ou você abastece com a aditivada em um posto de confiança ou coloca a comum e você mesmo adiciona o frasquinho de um aditivo de boa qualidade.
Mas fica o alerta: evite o aditivo chamado “Booster”. Ele promete aumentar o desempenho do motor e realmente o faz, mas é um produto que contém óxido de ferro, uma substância que danifica os eletrodos das velas e também o catalisador. O que parece ser um ganho de potência pode acabar se tornando uma conta bem alta na oficina.