Depois de decidir, de forma atropelada, aumentar a proporção de etanol na gasolina para 32%, o governo federal resolveu agora pedir testes para a gasolina E35. Esse é o limite permitido pela lei do Combustível do Futuro, desde que comprovada a viabilidade técnica, um detalhe esquecido pelo governo, que raciocina apenas com os 80% da frota que já é flex, ou seja, que recebe qualquer percentual de etanol: 32%, 35% ou 70%.
Mas e os 20% dos carros que não são flex? Que se dane quem não comprou um carro flex? E que se danem também os donos de veículos importados, que terão que abastecer com a gasolina premium, que custa 50% a mais por litro?
O governo se fez de surdo também para os protestos da Abraciclo, a associação dos fabricantes de motos. Se as motocicletas já começaram a sofrer com os 32%, imagina com a gasolina E35.