Belo Horizonte recebe, entre os dias 31 de julho e 2 de agosto, o espetáculo “Remix”, da Companhia de Dança Deborah Colker, montagem que reúne algumas das coreografias mais emblemáticas criadas pelo grupo ao longo de mais de três décadas de trajetória. As apresentações ocorrerão no Grande Teatro do Sesc Palladium, com sessões na sexta-feira, sábado e domingo.
Considerada a produção mais ousada da história da companhia carioca, a montagem revisita cenas marcantes dos espetáculos “Vulcão” (1994), “Rota” (1997), “4×4” (2002) e “Belle” (2014). O espetáculo reúne coreografias conhecidas pelo grande público, como as dos vasos suspensos e da roda gigante, integradas em uma nova dramaturgia.
As apresentações ocorrerão no Grande Teatro do Sesc Palladium nos dias 31 de julho, às 20h30; 1º de agosto, às 16h30 e às 20h30; e 2 de agosto, às 18h. O espetáculo tem duração de 100 minutos, incluindo intervalo, classificação indicativa de 10 anos e ingressos com valores entre R$ 25 e R$ 180, à venda neste link e na bilheteria do teatro.
Inpiração para o espetáculo
A ideia de criar o espetáculo “Remix” surgiu em 2025, após a coreógrafa receber o título de Cidadã Honorária de Mesquita, na Baixada Fluminense. Durante a homenagem, uma apresentação realizada por crianças inspirada em obras da companhia motivou Deborah Colker e o diretor executivo João Elias a revisitar o repertório construído ao longo de 30 anos.
A seleção das coreografias levou em consideração o impacto visual das cenas e a capacidade de representar a identidade artística da companhia. O resultado reúne “Paixão”, de “Vulcão”; “Delírios”, de “Belle”; “As Meninas” e “Vasos”, de “4×4”; além de “Gravidade” e “Roda”, do espetáculo “Rota”, organizadas em dois atos com propostas emocionais distintas.
Segundo João Elias, responsável também pela dramaturgia, a produção mobiliza uma estrutura de grande porte. O elenco de 16 bailarinos divide o palco com uma cortina de 12 metros de altura, 90 vasos suspensos e uma roda de cinco metros de diâmetro, elementos que ajudam a construir a identidade visual da montagem.
Para Deborah Colker, remontar coreografias exige muito mais do que reproduzir movimentos. Segundo a coreógrafa, o desafio está em recuperar o contexto criativo de cada obra e revisitar pensamentos concebidos há mais de três décadas, especialmente no caso de “Paixão”, criada para o espetáculo inaugural da companhia.
A artista afirma ainda que o novo trabalho também representa um momento de reencontro pessoal e profissional. Após enfrentar desafios na vida privada desde 2024, Deborah explica que voltou seu olhar para a própria companhia e para sua trajetória artística, propondo ao público uma nova experiência com obras já conhecidas.
Equipe por trás de ‘Remix’
A equipe criativa de “Remix” reúne nomes que acompanham a trajetória da companhia. A direção de arte é assinada por Gringo Cardia, enquanto Claudia Kopke atualiza os figurinos originalmente criados por Yamê Reis e Samuel Cirnansck. A trilha sonora tem direção de Berna Ceppas, e a adaptação da iluminação ficou a cargo de Eduardo Rangel.
“Remix” é o terceiro projeto especial dedicado à releitura do repertório da Companhia de Dança Deborah Colker, sucedendo “Mix” (1995) e “Vero” (2016). Diferentemente das produções anteriores, a nova montagem estabelece uma narrativa contínua entre quatro espetáculos históricos, reforçando características como inventividade, experimentação e ousadia que marcaram a trajetória do grupo.
Remix
Datas e horários: 31/7, às 20h30; 1º/8, às 16h30 e às 20h30; 2/8, às 18h
Local: Grande Teatro Sesc Palladium | Rua Rio de Janeiro, 1046 – Centro
Ingressos: https://bileto.sympla.com.br/event/121308/d/388208