A abertura da CineBH 2026, nessa terça–feira (22/9), foi marcada pela pré–estreia do novo filme do cineasta André Novais de Oliveira, “Se eu fosse vivo… vivia”. O longa–metragem marca o debute de Conceição Evaristo como atriz, interpretando Jacira, uma das personagens principais. O tema da Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte neste ano é “Cinema latino–americano, o que será?”.
Produzido pela Filmes de Plástico, “Se eu fosse vivo… vivia” mostra os cinquenta anos compartilhados pelo casal Gilberto (Norberto Novais de Oliveira) e Jacira (Conceição Evaristo), que se conheceram em Contagem, Região Metropolitana de BH, nos anos 1970. Cinco décadas depois, Jacira é internada e Gilberto passa a viver situaçãoes perturbadoras que o conduzem rumo ao desconhecido.
À Rádio CDL FM, André fala sobre o misto de emoções na pré–estreia do longa–metragem na CineBH 2026. “Hoje é uma sessão muito especial pra gente, de ter grande parte da equipe presente […] Então, é uma alegria imensa por isso. Passar o filme em Minas, que é essa coisa de muitos amigos e num cinema tão especial que é o Cine Brasil, que fez parte da minha infância, da infância do meu pai, da minha mãe, do meu irmão e tal”.
Cinema mineiro ‘vem forte’
Ao ser questionado sobre “o que será” do cinema latino–americano, pergunta que guia esta edição do festival, o cineasta ressalta o destaque que Minas Gerais tem recebido. “Este ano já está tendo um destaque grande, de filmes que estrearam aos que vão estrear ainda, que eu acho que vão provocar muita coisa nas pessoas também”.
“As coisas no cinema mineiro estão vindo muito forte e precisam de mais força e mais incentivo para continuarem sendo feitas”, acrescenta André.
Pai atua no filme do filho
Norberto Novais, pai de André Novais e um dos protagonistas da produção, fala sobre as semelhanças do roteiro com o relacionamento que teve com a companheira, Maria José Novais Oliveira. “Contracenei com a Conceição Evaristo fazendo o papel da minha esposa. É um casal de idosos que vive muitos anos juntos e a perda de um [deles]”.
Sobre trabalhar ao lado do filho, Norberto descreve a experiência como “muito gostosa”. “Eu me sinto bem em trabalhar com ele, ele deixa a gente muito à vontade. Ele passa o roteiro e fala assim ‘pai, o roteiro está aqui, mas não é necessário que você siga o roteiro. Pode usar palavras que você usa no dia a dia’. No final foi uma coisa até divertida”.
A noite de abertura da Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte reuniu mais de 1 mil pessoas para assistir às homenagens e à pré–estreia de “Se eu fosse vivo… vivia”. O evento vai até este domingo (27/9), refletindo sobre o tema “Cinema latino–americano, o que será?”. A programação gratuita passará por locais como Cine Humberto Mauro, Cine Theatro Brasil, Cine Belas Artes e mais (confira aqui).