A CASACOR Minas 2026 está surpreendendo não apenas pela inovação arquitetônica, mas também por sua ousadia na alta gastronomia. Pela primeira vez, uma única equipe de chefs foi convidada para comandar três espaços gastronômicos distintos dentro da mostra. Os responsáveis por essa proeza são Alethea Ruckert e Max Catolino, do Rivo Restaurante, que transformaram a culinária do evento em uma verdadeira atração à parte.
Nos bastidores, a complexa experiência de gerenciar os ambientes simultaneamente cria um clima de verdadeira “gincana” — um ritmo intenso que o público mal imagina ao olhar de fora. Mas, apesar dessa correria natural das panelas, o resultado entregue à mesa é de uma delicadeza e sintonia ímpares.
Uma cozinha autoral e sensível
O Rivo Restaurante, com matriz no bairro de Lourdes, na capital mineira, foge dos rótulos convencionais. “A gente não segue rótulo, é uma cozinha autoral, contemporânea, mas é mais sobre a nossa vivência”, explica Max, que é argentino. Alethea, que é mineira, complementa que o cardápio reflete a trajetória e as nacionalidades de ambos, focando na sensibilidade e na qualidade dos ingredientes, sem se prender a bandeiras ou tradições rígidas.
Três espaços, múltiplas experiências
Um detalhe que chama a atenção no restaurante principal é o design da cozinha, totalmente aberta e integrada ao salão. A possibilidade de assistir à sintonia dos chefs preparando os pratos enriquece profundamente a experiência de quem está à mesa.
Na sequência, para atender à diversidade do público, a operação se expande para mais dois ambientes: o Rivino – Bar de Bolhas, um espaço pensado para encontros leves, brindes e degustação de espumantes e vinhos; e o Listening Bar, um ambiente intimista e de alta fidelidade sonora, criado para quem quer apreciar uma boa bebida enquanto foca os sentidos na música.
A versatilidade do cardápio transita perfeitamente por essas propostas, refletindo o espírito inquieto dos chefs. Entre as estrelas do menu estão o arroz de pato e uma sobremesa intrigante, batizada de “Não me chame de Carbonara”.
Para quem acha que a alta gastronomia não pode ter um toque afetivo e divertido, o casal trouxe uma inovação ousada: o Nigiri de Prato Feito. “A gente monta ele igual a um nigiri japonês, só que no paladar ele é arroz, tutu de feijão, barriga de porco e uma gema de ovo curada”, diverte-se Alethea, provando que elegância e referências populares podem caminhar juntas.
Seja nos três ambientes da mostra até o dia 6 de outubro ou na matriz no Lourdes, a experiência proposta pelo Rivo é um convite para saborear a dedicação intensa à cozinha.