A disputa judicial entre Blake Lively e Justin Baldoni ganhou um novo capítulo. A atriz solicitou à Justiça dos Estados Unidos que o diretor e ator e a Wayfarer Studios sejam condenados a reembolsar cerca de US$ 8 milhões (aproximadamente R$ 43 milhões) em honorários advocatícios e despesas processuais decorrentes da ação de difamação movida contra ela pelo cineasta.
O pedido foi protocolado nessa segunda-feira (29/6) e detalha despesas de US$ 8.035.040, sendo US$ 7.495.526,87 em honorários advocatícios e US$ 539.514,01 em custos processuais. Os valores correspondem aos gastos acumulados entre janeiro e junho de 2025 durante a defesa de Lively contra a ação apresentada por Baldoni e pela Wayfarer Studios.
Segundo a defesa da atriz, o reembolso também contempla despesas relacionadas ao pedido de indenização que ainda estava em tramitação quando as partes chegaram a um acordo para encerrar o processo, em maio de 2026.
A nova solicitação ocorre após o juiz federal Lewis Liman reconhecer, em junho deste ano, que Blake Lively tem direito de pleitear o ressarcimento dos custos advocatícios com base em uma lei aprovada na Califórnia, em 2023. Na mesma decisão, o magistrado negou o pedido de indenização por danos apresentado pela atriz.
O conflito judicial começou em dezembro de 2024, quando Lively acusou Justin Baldoni, seu colega de elenco e diretor do filme “É Assim que Acaba” de assédio sexual durante as gravações e de comandar uma campanha para prejudicar sua reputação após as denúncias.
Em resposta, Baldoni e a Wayfarer Studios moveram, em janeiro de 2025, uma ação de US$ 400 milhões contra Blake Lively e seu marido, o ator Ryan Reynolds, alegando extorsão civil, difamação e invasão de privacidade. O processo, no entanto, foi rejeitado pela Justiça em junho de 2025.
Na petição apresentada agora, os advogados de Lively afirmam que Baldoni e o estúdio adotaram uma estratégia de litígio agressiva para desgastar financeiramente a atriz. O documento também acusa a equipe jurídica do diretor de promover uma campanha pública para desacreditar sua cliente e intimidar testemunhas e veículos de imprensa.
“A utilização abusiva do sistema judicial não tinha como objetivo vencer no tribunal”, sustentam os advogados da atriz no memorando apresentado à Corte. Segundo eles, a intenção seria retaliar Lively por meio de alegações falsas e desencorajar outras pessoas a denunciarem casos semelhantes.
Em nota divulgada ao jornal The Guardian, os advogados Michael Gottlieb e Esra Hudson afirmaram que uma eventual condenação ao pagamento dos honorários poderá criar um precedente importante contra processos considerados retaliatórios.
“Essa decisão histórica envia um recado de que há consequências para quem utiliza ações judiciais como instrumento de intimidação”, declararam. De acordo com o cronograma processual, Justin Baldoni e a Wayfarer Studios têm até 13 de julho para decidir se aceitarão pagar o valor solicitado por Blake Lively ou se irão contestar o pedido perante a Justiça.