Taylor Swift foi incluída no Hall da Fama dos Compositores de Nashville, na noite dessa segunda-feira (26/10), durante a 56ª gala anual da instituição, realizada no Music City Center, em Nashville (EUA). A cantora se tornou a integrante mais jovem da história a receber a homenagem. A introdução foi feita por Brad Paisley.
Brincadeira com Paisley
Ao subir ao palco, a artista de 14 Grammys brincou com o anfitrião da homenagem. “Estou realmente surpresa em ver você aqui, porque estamos afastados desde 2007”, disse, em referência a uma pegadinha de turnê. Ela lembrou que Paisley encheu seu ônibus de grilos vivos e afirmou que a apresentação foi boa o bastante para deixar o passado para trás.
Paisley, por sua vez, destacou a trajetória da cantora ao apresentá-la. Ele lembrou que ela escreveu sozinha o álbum “Speak Now” e disse que ela “conquistou o mundo com músicas”.
No discurso, Swift organizou a homenagem em torno de três palavras: Nashville, compositores e fama. Segundo ela, a fama veio depois, como “subproduto” do amor pela música. Nashville, por sua vez, era “o lugar para onde eu ia nos meus devaneios de adolescente”.
Os primeiros anos na Music Row
A cantora também relembrou, em detalhes, o início da carreira. Em dezembro de 2005, a mãe a buscava na escola e a levava até a Jody Williams Music, editora independente instalada em uma casa pequena. Lá, Swift subia para uma sala pintada de vermelho para compor com Liz Rose.
Depois das sessões, seguia para um galpão nos fundos, onde o produtor Nathan Chapman gravava os demos e tocava todos os instrumentos. Ela contou que, por causa dessa sintonia, lutou para que ele produzisse todo o seu primeiro álbum. O disco de estreia, que leva o nome da artista, completou 20 anos no último sábado (24/10).
Swift disse ainda que aprendeu com a comunidade de compositores a lidar com bloqueios criativos e a decidir quais ideias valem a briga. Para ela, esses profissionais “ajudaram a criar” a artista que ela é hoje. “Não existe comunidade musical como esta. Eu sei, eu pesquisei todas”, brincou.
Quem mais entrou para o Hall da Fama
Além de Swift, foram incluídos Lyle Lovett, Shawn Camp, Lee Thomas Miller, Bruce Channel e, postumamente, J.I. Allison, ex-integrante dos Crickets. Os seis formam a turma de 2026.
A cerimônia também homenageou George Strait com o prêmio Career Maker. Lainey Wilson, por sua vez, apresentou uma versão acústica e em estilo bluegrass de “Love Story”, sucesso de Swift que chegou à quarta posição da Billboard Hot 100.
Reconhecimento e volta às raízes country
Ao encerrar, a cantora afirmou estar “incrivelmente honrada” com a entrada no grupo, “especialmente neste momento da minha vida”, e classificou a honraria como algo “surreal”. Ela atribuiu à base construída em Nashville a liberdade para transitar entre gêneros e colaboradores. “Nunca esqueço isso por um segundo sequer”, declarou.
A homenagem se soma a outros reconhecimentos recentes. Em junho, em Nova York, Swift já havia sido incluída no Hall da Fama dos Compositores (Songwriters Hall of Fame) como a mulher mais jovem a receber a honraria. Em 2022, ela ganhou o prêmio de Compositora-Artista da Década da Associação Internacional de Compositores de Nashville.
No início do verão, ela alcançou mais um número um nas rádios country com “I Knew It, I Knew You”, seu primeiro topo country desde “Highway Don’t Care”, de 2013. Em agosto, Swift já havia falado sobre se reconectar com as raízes em Nashville. “Quanto mais avanço nessa jornada, mais amo minhas raízes country”, disse.