Billie Eilish e Finneas estão com um novo projeto fora da música. Os irmãos lançam a coleção Billie Eilish and Finneas Collection, criada em parceria com a marca de joias John Hardy. As peças, que incluem brincos, colares, pulseiras e anéis, são feitas com materiais reaproveitados e diamantes cultivados em laboratório, e custam entre R$ 982 e R$ 12 mil, aproximadamente.
A parceria não é novidade. Os dois já eram rostos e colaboradores criativos da coleção JH Lovestruck, da John Hardy, e decidiram assumir um papel maior este ano, assinando as próprias criações. Em entrevista à Vogue, Eilish contou que a ideia de uma coleção própria já existia, mas sem pressão.
O trabalho foi feito ao lado de Reed Krakoff, diretor criativo da marca, que destacou o gosto pessoal marcante dos dois e a disposição de ambos para fugir do óbvio: Billie, conhecida pelo visual oversized e despojado, se encantou por flores delicadas, enquanto Finneas, mais discreto, mostrou um gosto seguro e bem pensado.
Duas linhas, dois estilos
A coleção se divide em duas partes. A primeira, chamada Wildflower, brinca com o nome de um dos sucessos de Billie e aposta em motivos florais delicados, pensados para o uso diário. Colares com pingente, pulseiras, brincos e anéis trazem flores talhadas em prata reaproveitada, algumas com diamantes de laboratório. Um dos brincos, por exemplo, não tem fecho: uma corrente fina termina em uma pequena flor e pode passar pela orelha ou ficar solta.
A segunda, Screwball, aposta na dualidade entre o duro e o suave, com elos de corrente escultóricos e peças esféricas, feitas para serem sobrepostas e combinadas. Muitas delas nasceram de joias que os irmãos testaram ao longo do último ano.
Billie contou que, durante a turnê, pediu que a marca enviasse modelos para usar no palco, em busca de peças com presença, mas que não incomodassem no pescoço nem enroscassem enquanto ela pulava. Sem que o público soubesse, a dupla já vinha usando itens da coleção em apresentações recentes.
Reflexo do estilo atual
Os artistas quiseram criar peças que refletissem como se vestem hoje. Finneas diz ter ficado mais minimalista nas roupas e nos acessórios, e por isso buscou joias que chamassem atenção em visuais simples. Billie, por sua vez, afirma ter reduzido o visual marcante dos últimos anos. Se na adolescência usava dez anéis por dia, hoje raramente usa joias no cotidiano, e quis priorizar peças delicadas, de impacto sutil.
Para Finneas, a intenção era fazer objetos atraentes por si só, e não apenas itens de merchandising. Ele espera que a coleção chegue também a quem tem estilo bem diferente do dos irmãos, e que essas pessoas se sintam confortáveis e confiantes ao usá-la.
Sustentabilidade desde o início
A preocupação ambiental foi prioridade desde o começo do projeto. Billie, que já apoiou causas ambientais e sociais em suas turnês, afirma que as crenças da John Hardy estão alinhadas com o que ela e o irmão valorizam. Os dois se surpreenderam com a facilidade de aplicar práticas ecológicas na produção, e Finneas diz discordar da ideia de que certos males são inevitáveis na manufatura.
Sobre os diamantes de laboratório, Billie afirma que são idênticos aos tradicionais em nível molecular, mas com impacto ambiental e humano muito menor, além de bem mais baratos. Ela ainda ouve quem torça o nariz para as pedras, mas diz que ninguém notaria a diferença.
E agora?
Os irmãos também ressaltam que a marca prioriza peças duráveis: quando pediam versões mais finas, a John Hardy defendia modelos menos frágeis. Questionados sobre novos projetos, inclusive uma possível linha de roupas, responderam com um “talvez”. Por ora, é só joia, mas Billie diz que podem vir mais trabalhos com a John Hardy. Enquanto isso, a dupla segue em “modo álbum”, o que indica que também pode haver música nova a caminho.