Quando o ensino médio chega, a pergunta que mais aparece em casa costuma ser qual curso fazer e em qual universidade estudar. No novo episódio do Conexão Marista, podcast dos colégios Marista Dom Silvério e Marista Padre Eustáquio em parceria com a CDL FM, a conversa vai além da prova: o tema é o projeto de vida no Marista, com propósito, talentos, ansiedade e escolhas em um mundo em constante transformação.
A apresentadora Fernanda Ribeiro recebeu a professora de Biologia Raíssa Alves Araújo, do Marista Padre Eustáquio, e o professor de interioridade e projeto de vida Paulo César Tavares, do Marista Dom Silvério.
Projeto de vida no Marista não é uma escolha definitiva
Raíssa lembra que o cérebro de um jovem de 17 anos ainda está em formação. O córtex pré-frontal, região ligada à tomada de decisão, segue se desenvolvendo até perto dos 25 anos. Por isso, escolher a profissão pode pesar tanto. “Muitos sofrem porque acham que é uma escolha definitiva”, conta a professora.
A proposta, segundo ela, é ajudar o estudante a fazer uma primeira escolha consciente, que faça sentido naquele momento, e mostrar que é possível reescolher. O projeto de vida é flexível e ancorado nos valores e nas vivências de cada jovem.
Talentos que nascem na infância
Paulo César aposta na memória afetiva para ajudar quem ainda não sabe do que gosta. Em uma das dinâmicas, ele leva os alunos de 16 anos à Educação Infantil e pede que lembrem o que faziam sem ver o tempo passar. “Essa memória afetiva é que puxa a linha tênue de descobrir o meu talento”, resume.
A escola também é lugar de experimentar. Raíssa conta a história de duas alunas da Iniciação Científica que apresentaram um trabalho na UFMG. Uma descobriu ali o que queria seguir e hoje cursa Veterinária na universidade. A outra percebeu que não queria a área acadêmica e hoje viaja o mundo como tatuadora. “A escola tem essa potência de oferecer diferentes experiências para que esse adolescente consiga até mesmo saber aquilo que ele não quer”, afirma.
Diálogo em casa e menos pressão
Quando o sonho do jovem e a expectativa da família não combinam, a palavra-chave é diálogo. Raíssa alerta para o risco de ver o filho como um investimento que precisa dar retorno, quando ele é uma pessoa inteira, com desejos e uma história própria. Paulo César reforça que o adulto também precisa cuidar de si para dar suporte. “Eu só posso dar aquilo que eu tenho”, diz, ao falar de sono, descanso e exemplo dentro de casa.
Na véspera do Enem, o Marista promove encontros com os estudantes para mostrar como a ansiedade age no corpo e ensinar práticas de respiração e autorregulação. Para as famílias, Raíssa deixa um recado: tempo e atenção são as maiores provas de amor que se pode dar a alguém.
No fim do episódio, Fernanda Ribeiro resumiu a conversa: o futuro não começa depois do vestibular, ele começa nas escolhas que fazemos hoje.
Conheça a formação integral dos Colégios Maristas e acompanhe o @maristadomsilverio no Instagram.
Os outros episódios estão na página do Colégio Marista na CDL FM.