A fita VHS do casamento, o primeiro aniversário do filho e a K7 gravada da rádio correm o mesmo risco: estragar com o tempo ou ficar sem aparelho para tocar. Hoje, 27 de outubro, é o Dia Mundial do Patrimônio Audiovisual, data da UNESCO que lembra a importância de preservar filmes, vídeos e gravações. É uma boa hora para ver como salvar fitas VHS e K7 da família, em dois passos.
Por que digitalizar é a solução
VHS e K7 são fitas magnéticas. Elas sofrem com o calor e a umidade e se desgastam um pouco cada vez que rodam. Além disso, o aparelho para tocá-las está sumindo: o videocassete não é mais fabricado.
Até o Arquivo Nacional sentiu o problema: neste ano, pediu doações de videocassetes para digitalizar cerca de 10 mil fitas do acervo, porque faltam peças de reposição.
Digitalizar é passar o conteúdo da fita para um arquivo digital, que pode ser visto no celular, na TV ou no computador e copiado quantas vezes você quiser. É a única forma de deixar de depender da fita.
Dica 1 para salvar fitas VHS: guarde do jeito certo em casa
Enquanto a digitalização não sai, estes cuidados ajudam a fita a durar mais. As dicas são do arquivo nacional de cinema e som da Austrália (NFSA):
- Guarde as fitas em pé, dentro das caixas, como livros na estante. Empilhadas, as caixas podem empenar.
- Escolha um lugar fresco e seco, entre 18 e 24 graus. Evite banheiro, área de serviço e armário fechado perto da TV ou do som.
- Mantenha as fitas longe de ímãs, como os de geladeira e de caixas de som.
- Rebobine a fita antes de guardar, de preferência em velocidade baixa.
- Evite assistir só para conferir. Cada vez que roda, a fita se desgasta.
Os mesmos cuidados valem para a K7.
Dica 2: digitalize e faça cópia
Em BH, empresas especializadas fazem o serviço. Duas delas:
- Contorno Áudio e Vídeo: R. Níquel, 32, Serra. Digitaliza VHS, K7, Super 8 e fotos. Site: contornoav.com.br
- VHS Converte: Av. Prudente de Morais, 621, sala 606, Santo Antônio. Digitaliza VHS, 8 mm, Mini-DV, Super 8 e 16 mm. Telefone: (31) 99245-7350
O preço varia conforme a quantidade e o tipo de fita. Antes de fechar, pergunte o formato do arquivo, o prazo de entrega e se as fitas voltam para você.
Com o arquivo em mãos, faça cópia em pelo menos dois lugares, como um HD externo e um serviço na nuvem. Um pendrive esquecido na gaveta também pode falhar.
Box: onde a memória audiovisual de BH é guardada
Em BH, o Museu da Imagem e do Som (MIS BH) guarda mais de 90 mil itens desse tipo, incluindo a história da TV Itacolomi, a primeira TV de Minas, no ar de 1955 a 1980.
- Endereço: Av. Álvares Cabral, 560, Lourdes
- Funcionamento: de terça a sábado, das 10h às 18h