Apenas oito anos depois de introduzirem a placa Mercosul, já estão querendo mudá-la novamente. Desta vez, a ideia é que ela volte a exibir a cidade e o estado onde o carro foi registrado. Para muitos, isso soa como mais uma forma de tirar dinheiro do bolso do cidadão, não é?
Um dos argumentos mais consistentes para se adotar a placa Mercosul na época foi o aumento significativo no número de combinações. O sistema anterior, de três letras e quatro dígitos, permitia 175 milhões de possibilidades. Ao trocar um dígito por uma letra — e considerando que temos 10 algarismos e 26 letras no nosso alfabeto —, a capacidade de combinações saltou para 451 milhões.
O argumento atual para essa nova alteração parece um tanto questionável. Hoje em dia, a fiscalização é quase inteiramente eletrônica, feita por sistemas que consultam instantaneamente o banco de dados do governo. Por isso, a necessidade visual de constar o local de registro do veículo parece desnecessária diante da tecnologia que já utilizamos.