Outro dia expliquei aqui os problemas de rodar com o óleo do motor abaixo do nível mínimo. Mas aí me perguntaram: “E se na hora de completar, o óleo passar do nível máximo?”. Isso também não é bom. Não chega a ser tão problemático quanto o nível baixo, mas o excesso pode causar sérios problemas. Por isso, a marcação de máximo deve ser sempre respeitada.
E qual é o problema quando o lubrificante ultrapassa esse limite? É que no motor existe um componente chamado eixo virabrequim, que gira bem próximo e logo acima do óleo depositado no cárter. Se o nível estiver muito elevado, corre-se o risco de o virabrequim atingir o óleo em altíssima rotação, batendo o líquido até formar uma espuma. Nessa situação, nem o aditivo antiespumante presente em alguns lubrificantes consegue resolver o problema.
A consequência disso é que, em vez de o óleo chegar às peças que precisam de lubrificação, o sistema envia espuma, que não lubrifica absolutamente nada.