Existe uma forma de preconceito que muitas vezes passa despercebida porque foi naturalizada: o preconceito relacionado à idade. Ele aparece quando alguém é considerado velho demais para aprender, trabalhar, amar, começar algo novo ou realizar um sonho.
Curiosamente, todos desejamos viver muitos anos, mas nem sempre respeitamos quem chegou antes de nós. Há uma contradição nisso. Muitas pessoas maduras escutam frases como “Isso não é mais para a sua idade” ou “Agora é tarde demais”, como se a vida tivesse uma data de validade para projetos, para afetos e para a descoberta de novos caminhos.
A experiência acumulada ao longo dos anos não transforma ninguém em alguém melhor do que os outros, mas também não torna ninguém menos capaz. Cada fase da vida traz desafios e possibilidades diferentes, e é preciso entender e viver cada uma delas.
Uma sociedade que valoriza apenas a juventude perde algo precioso: perde memória, sabedoria, referências e a oportunidade de enxergar que envelhecer não é um problema a ser combatido. É uma experiência humana que, com sorte, será vivida por todos nós.