Durante muito tempo fomos ensinados a acreditar que desistir é sempre sinal de fraqueza, mas a vida mostra que nem toda desistência é uma derrota. Em alguns momentos, desistir é também a demonstração de uma coragem que a gente nem sabe que tem, ou que está lá escondidinha: a gente até sabe, mas não a visita.
Há pessoas que permanecem em relações que as machucam, em trabalhos que as adoecem e em ambientes que diminuem a sua autoestima porque acreditam que abandonar aquilo seria fracassar. E vão suportando situações cada vez mais pesadas em nome de uma persistência que já perdeu o sentido.
Ao mesmo tempo, existem sonhos, projetos e valores que merecem a nossa insistência. Aprender algo novo, reconstruir a vida depois de uma perda, recuperar uma amizade importante, enfrentar um tratamento difícil ou continuar acreditando em dias melhores são exemplos de persistências que podem transformar a nossa existência.
A questão não é persistir em tudo nem desistir de tudo. A questão é saber discernir.