Entre os projetos da CASACOR deste ano, um tem chamado a minha atenção em especial. Ele é assinado pela BCMF, escritório de arquitetura superpremiado, e se chama Pavilhão Oca. Preste atenção no que o Silvio Todeschi fala pra gente:
“Olá, sou Silvio Todeschi, arquiteto e diretor da BCMF Arquitetos. Nessa CASACOR Minas de 2026, criamos o Pavilhão Oca, uma proposta pensada para os jardins históricos do antigo Isabela Hendrix, hoje campus da PUC Minas na Praça da Liberdade. A ideia parte da oca indígena, não como cópia, mas como essência: um abrigo aberto, acolhedor, feito para o encontro coletivo.
O projeto une duas tecnologias distantes no tempo: uma base de bancos jardineiros impressos em concreto, em parceria com a Cosmos 3D, e uma grande abóbada feita de vergalhões de aço da ArcelorMittal, material que normalmente fica escondido dentro do concreto e aqui vira protagonista. Com 20 metros de comprimento, 8 de largura e 4 de altura, o espaço receberá aulas ao ar livre, palestras, desfiles e encontros culturais. Com o tempo, a vegetação deve tomar a trama metálica, transformando o pavilhão num caramanchão vivo, integrado à paisagem histórica do campus.”
Imagina: impressão 3D em concreto e vergalhão pra reinterpretar a oca indígena brasileira, duas tecnologias separadas por séculos de história. Tem que ver de perto, não tem? Então, anota aí: a CASACOR abre suas portas no próximo dia 15, no campus da PUC Minas Lourdes, antiga Faculdade Isabela Hendrix. Pode se preparar, porque a mostra está do tipo “tem que visitar”.