Eu gosto de parar em frente a uma obra de arte que me emociona e ficar ali passeando pelas pinceladas, pelas sensações que ela me desperta. É um hábito que tenho desde muito nova, já que tive o privilégio de ter um pai que amava a arte e, por isso, tínhamos boas telas nas paredes de casa. Eu gostava muito de me sentar em frente às minhas prediletas e ficar ali por um tempo. Até hoje, faço isso muitas vezes com as mesmas obras.
Ir a um museu e se deixar envolver pela exposição ou pelo acervo que você vai ver também é uma delícia. Gosto de falar sobre isso, principalmente quando leio que estudos mostram que, hoje em dia, uma pessoa passa menos de 15 segundos na frente de uma obra de arte — muito menos do que ela dedica a um vídeo no TikTok.
Bom, eu acredito que a arte não perdeu a sua força, mas nós, sim, paramos de dar tempo suficiente para ela fazer o que sempre fez: nos impactar, nos emocionar.