Recentemente, na Maratona de Londres, o queniano Kelvin Kiptum correu os 42 km em 2 horas e 35 segundos, aproximando-se da marca histórica de ser o primeiro homem a baixar oficialmente das duas horas. Mas uma das coisas que mais chamou a atenção depois da prova foi a descrição do café da manhã de Kiptum.
No dia da maratona, em vez daqueles pré-treinos com supercafés, frutas e sucos, Kiptum contou que comeu apenas duas fatias de pão com mel e um chá antes da largada. O pão oferece carboidrato de fácil digestão, sem muita fibra; o mel entrega glicose e frutose de rápida absorção; e o chá hidrata. Simples assim. Mas é importante lembrar que o atleta não pode inventar nada diferente do que já está acostumado e treinado no dia da prova.
Ele repete o que sabe que funciona. Claro que a alimentação de um atleta desse nível não é tão simples assim. Durante a maratona, o atleta utiliza géis e bebidas esportivas específicas para repor cerca de 90 g a 120 g de carboidrato por hora, algo que é muito estudado hoje. O preparo leva meses, inclusive no que diz respeito às estratégias nutricionais: treina-se perna, pulmão e intestino para absorver esse combustível.