O empresário e colecionador Bernardo Paz, fundador do Instituto Inhotim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, está desenvolvendo um novo museu a céu aberto ao lado do maior museu de arte contemporânea da América Latina. Batizado provisoriamente de Museu das Árvores e Instituto Bernardo Paz, o empreendimento já recebeu investimento de R$ 1 bilhão e reunirá cerca de 3 mil obras de artistas brasileiros e internacionais.
A inauguração da primeira etapa está prevista para setembro de 2027, com três pavilhões dedicados a Anna Maria Maiolino, Michael Heizer e Sonia Gomes. As informações foram divulgadas pela Folha de S.Paulo.
O projeto ocupará um amplo terreno vizinho ao Inhotim, onde já foram plantadas aproximadamente 15 mil árvores. A proposta prevê a construção de até 40 galerias integradas à paisagem natural, mantendo a relação entre arte, arquitetura e meio ambiente que tornou o Inhotim uma referência internacional.
Segundo Bernardo Paz, a iniciativa nasceu após a venda de sua empresa de mineração e representa um novo capítulo em sua atuação como colecionador de arte contemporânea. Há três anos, ele transferiu ao instituto independente responsável pelo Inhotim a propriedade do acervo, das galerias e do terreno da instituição, passando a investir em um novo espaço para abrigar sua coleção particular.
Além dos três primeiros pavilhões anunciados, o acervo do Bernardo Paz já inclui obras de artistas como Daniel Lannes, Marlene Almeida, Tatiana Blass, Vivian Caccuri e Sandra Gamarra Heshiki, peruana que representou a Espanha na Bienal de Veneza.
A direção artística ficará a cargo do curador Paulo Miyada, ex-diretor artístico do Instituto Tomie Ohtake, que será responsável por conduzir a implantação do novo museu e desenvolver sua programação. O paisagismo está sendo executado por Octávio Renzo, reforçando a proposta de integração entre a coleção e a vegetação local.