
Uma loja aberta 24 horas dentro do condomínio, da empresa ou até da academia, com produtos escolhidos de acordo com o perfil de quem compra. Os minimercados autônomos estão mudando a relação das pessoas com o varejo e foram o tema da conversa com o Douglas Pena no Conecta Mente, programa da CDL FM com o Sebrae Minas.
O convidado Douglas Pena é cofundador e diretor operacional e comercial da rede Minha Quitandinha, que hoje tem 870 unidades em 23 estados. Empreendedor há 13 anos, sempre no mercado de franquias, ele começou como franqueado antes de criar a marca com o sócio Guilherme, há seis anos.
Uma ideia testada na pandemia
Os dois já trabalhavam com condomínios e conheciam as necessidades dos síndicos. Na época, os prédios queriam oferecer aos moradores serviços de clube e de hotelaria, e o minimercado cabia nesse pacote. Com a pandemia, todo mundo em casa e com dificuldade para fazer compras, veio o momento de testar.
O começo foi um modelo bem simples, para entender se o síndico ia aderir, se o morador ia descer para comprar e se a conta fechava para um futuro franqueado. De uma loja, a empresa chegou a 20 unidades próprias. Só então decidiu crescer por franquias.
Crescimento rápido, com tudo na ponta do lápis
Crescer nessa velocidade dói? Douglas respondeu que a empresa sempre teve cautela e conheceu todos os custos e todas as linhas de receita da operação. “Isso é fundamental para quem quer crescer, não vou dizer sem dor, mas sem risco de quebrar”, afirmou.
A Minha Quitandinha se define como empresa de tecnologia: o sistema é desenvolvido dentro de casa, o que, segundo ele, pouquíssimos concorrentes fazem. No início, o mix de produtos era decidido no feeling e em pesquisas com os moradores. Hoje as decisões partem de dados, como a localização da loja e o perfil do franqueado. O índice de perdas, que soma possível furto, esquecimento e quebra, está em 2%, número que ele considera bem baixo perto do varejo tradicional.
O modelo também saiu dos condomínios e chegou a academias, indústrias, hospitais e hotéis. Em Belo Horizonte, há uma operação dentro do centro de distribuição da Araújo.
Errar também ensina a empreender
O propósito da empresa, contou, é tornar uma pessoa comum um empreendedor de sucesso. Por isso, a seleção de novos franqueados está cada vez mais criteriosa. Sobre o conselho que daria a si mesmo em 2020, disse que não cortaria nenhum degrau: decisões erradas, antecipadas ou tomadas sem caixa suficiente fizeram parte do aprendizado. “Precisa testar, precisa errar”, resumiu.
Assista à conversa com a Douglas Pena no Conecta Mente
Aos empreendedores mineiros, Douglas deixou um recado: para quem tem vontade de empreender, a franquia é um bom caminho, porque entrega estrutura e aprendizado e deixa o negócio mais seguro. Para conhecer o modelo, acesse minhaquitandinha.com.br ou o perfil @minhaquitandinhabr.
O episódio completo está no YouTube, com o link na bio do @multiprosa. Para conhecer as soluções do Sebrae Minas para o seu negócio, visite sebraemg.com.br.