O esporte de alto rendimento e o mundo dos negócios compartilham os mesmos desafios: lidar com derrotas, suportar pressões extremas e liderar equipes rumo à excelência contínua. No mais recente episódio do Conecta Mente, o “tapete vermelho” foi estendido para Maurício Lima, bicampeão olímpico, eleito diversas vezes o melhor levantador do mundo e integrante do Hall da Fama do Voleibol. A prosa revelou como a bagagem e as lições das quadras sustentam hoje a sua atuação como presidente do Vôlei Renata, um dos projetos mais sólidos e longevos do país.
Os três pilares de um projeto sustentável
Há 16 anos à frente do Vôlei Renata, em Campinas, Maurício explicou que o sucesso não se resume apenas a vitórias no placar. O projeto é sustentado por três pilares inegociáveis: a base, oferecendo oportunidades para jovens atletas realizarem seus sonhos; o pilar social, que utiliza o esporte como ferramenta de inclusão e transformou a equipe na maior doadora de alimentos da cidade, já que o ingresso é garantido mediante doação; e o pilar de excelência, focado em entregar resultados concretos para os patrocinadores, a cidade e a mídia. “É um projeto 360 graus”, destacou.
A preparação é o maior diferencial do talento
A transição das quadras para a cadeira de executivo exigiu que Maurício aplicasse o que sempre buscou como atleta: organização e tranquilidade para trabalhar. Ele ressaltou que hoje o lado de fora da quadra deve oferecer todo o suporte necessário — como fisioterapia e nutrição — para que os atletas se preocupem apenas em performar.
Entretanto, um fator não muda com o tempo ou com a tecnologia: o fator humano e o comprometimento. Questionado sobre o choque de gerações na era digital, o bicampeão foi enfático ao dizer que o nível de dedicação e a capacidade de lidar com as cobranças continuam sendo primordiais. Para ele, a vontade de se preparar diariamente tem que ser maior do que a vontade de vencer no fim de semana, pois é a preparação que garante a aptidão para tomar as decisões corretas sob pressão.
Equipes superam talentos e derrotas ensinam
Relembrando sua trajetória olímpica — do ouro em 1992, passando pelos revezes de 1996 e 2000, até a retomada gloriosa sob o comando de Bernardinho em 2004 — Maurício deixou uma reflexão impactante: as derrotas doem, mas ensinam muito mais sobre o que precisa ser corrigido para se chegar ao topo novamente.
Para o universo corporativo, o eterno camisa 6 deixou um conselho valioso sobre liderança: embora talentos individuais possam decidir um jogo ou resolver um problema rápido, são as equipes bem estruturadas que vencem os campeonatos. O grande desafio de um líder é justamente conseguir alinhar talentos distintos em prol de um único objetivo coletivo.
Conecta Mente
O Conecta Mente vai ao ar toda terça-feira, às 09h, na CDL FM. O episódio completo está disponível no canal do YouTube Multiprosa.