O café é uma paixão nacional indiscutível. Mas será que sabemos mesmo tomar café? Presente na CASACOR Minas 2026, Alessandro Almeida, do Cria Café, traz uma reflexão importante sobre como a bebida — a segunda mais consumida do mundo, perdendo apenas para a água — pode e deve ser muito mais do que apenas um simples hábito matinal.
O Brasil é o maior produtor de café do mundo, mas o cenário interno ainda é um desafio. Segundo Alessandro, “o café especial é consumido por apenas 4% da população no Brasil. Muito pouca gente conhece”. Esse dado escancara o quanto ainda precisamos evoluir na valorização do nosso próprio produto e na forma como o apreciamos.
O Cria Café, que participa da CASACOR pela segunda vez (sendo o café oficial da mostra), não está lá apenas para servir bebida. O projeto nasceu para educar. Com um espaço quatro vezes maior que no ano anterior e 40 lugares disponíveis, a cafeteria se consolidou como um ponto de encontro e conscientização. “A gente nasceu para educar, para mostrar que somos o maior produtor e que o café especial merece ser respeitado”, afirma Alessandro.
Um ponto cego na hospitalidade
Existe um verdadeiro ‘ponto cego’ no mercado de hospitalidade quando o assunto é o café. Alessandro alerta para um problema recorrente: muitas vezes, em estabelecimentos de alto padrão, a bebida não é tratada com o cuidado e a reverência que merece dentro do mercado de luxo.
“Muitas vezes você chega num hotel chique e o café da manhã tem uma mesa farta, mas o café está lá numa garrafa térmica, ou é servido um café de cápsula que nem merece ser chamado de café”, criticou. Segundo ele, o mercado de hospitalidade e gastronomia tem muito a ganhar — ou está deixando de ganhar — ao não tratar o café como uma verdadeira experiência para o cliente. “O café é um ponto de contato muito forte. Ele precisa ser pensado para harmonizar com a experiência, ser valorizado.”
A dica para os empresários? Rever esse ponto de contato. Alessandro revelou que o café é, inclusive, o segundo fator mais importante de decisão de hospedagem na plataforma Booking.
Desmistificando o café especial
Para quem quer se aventurar nesse mundo, Alessandro deixou duas dicas de ouro. A primeira é para quem se preocupa com a saúde: “Muita gente tem medo de tomar café o dia todo. O café especial tem 50% menos cafeína que um café tradicional”.
E a segunda regra é quase sagrada para os amantes do grão: “Café com ou sem açúcar? Pelo amor de Deus, sem açúcar! Café bom não precisa de açúcar”.
A presença do Cria Café na CASACOR Minas 2026 é um convite para repensarmos nossa relação com essa bebida tão presente no dia a dia. É aquele momento de pausa essencial no meio da mostra, quase como fazer a alma voltar para o corpo — e, de preferência, acompanhado de um excelente café especial!