Em um projeto de arquitetura ou de design de interiores, os materiais escolhidos servem cada vez mais como argumento de projeto. É interessante que, nos últimos anos, o debate sobre materialidade ganhou profundidade, saiu do campo puramente estético e entrou no campo construtivo e sensorial.
Já pensou que um material escolhido para uma sala, ou mesmo para uma casa como um todo, deve ter um significado dentro de um projeto e não simplesmente ser apresentado pelo que parece? Em termos de tendências, o mercado já aponta para algumas direções.
Uma delas é a madeira com acabamento natural ou minimamente tratada, preservando textura e variação, em uma direção totalmente oposta ao laminado uniforme que dominou parte da última década. Outra, bem interessante, é a presença do metal com acabamentos que envelhecem bem, como o latão escovado e o aço tratado, que escurecem e ganham textura com o uso em vez de simplesmente deteriorar.
Eu poderia dar vários outros exemplos aqui, mas hoje a gente fica com esses dois. E aviso: não é porque é tendência que você deve trocar o que já tem em casa, combinado? Esses caminhos apontados pelo mercado servem de referência para, sei lá, um próximo projeto, quem sabe. Por favor, nada de fazer uma coisa ou outra simplesmente porque você acha que está na moda. Esse tipo de pensamento sobre moda disso ou daquilo já deveria ter virado a página.
Aliás, ter referência é muito bom, mas a casa onde você mora e a roupa que você veste têm que ter a sua cara, combinado?
