De filme mais odiado da DC Comics a top mais assistidos da Netflix Brasil, “Mulher–Gato” entrou para os 5 mais vistos da plataforma nos últimos dias. À época de seu lançamento, em 2004, o longa–metragem se consolidou como um vexame de crítica e bilheterias, alcançando apenas 8% de aprovação no Rotten Tomatoes.
A produção tem Halle Berry no papel de Patience Phillips, uma funcionária que descobre uma conspiração corporativa, morre e volta à vida com habilidades felinas. Com sede de vingança, a personagem passa a agir como anti–heroína enquanto é perseguida pelo detetive Tom Lone.
O filme arrecadou apenas US$ 85 milhões, frente ao orçamento gasto de US$ 100 milhões. No Rotten Tomatoes, “Mulher–Gato” teve 18% de aprovação do público, e 8% da crítica. “Halle Berry é o único ponto positivo, mas nem mesmo ela consegue salvar este thriller de ação ridículo”, diz a crítica consensual do site.
Diretor revela o que deu errado
Em 2024, no aniversário de vinte anos da produção, Pitof, o diretor, refletiu sobre o que deu errado no filme. Um dos aspectos apresentados pelo cineasta foi a pressão para entregar “Mulher–Gato” dentro do tempo previsto. “Depois da gravação, quando montamos o filme, não funcionou porque muita coisa mudou durante as gravações”.
“As peças não estavam realmente se encaixando. Nós tivemos que repensear completamente toda a edição, inverter cenas e adicionar novas. E nós tivemos 10 dias para refazer as filmagens, um mês antes da data de lançamento! O que é insano! Para consertar todos os pequenos problemas que o roteiro tinha”.
Além disso, Pitof disse que o longa–metragem começou a ser filmado com um roteiro inacabado. “Eu diria que o problema do filme foi o roteiro. O roteiro, todos nós sabemos, foi reescrito umas mil vezes”, declarou. “Nós continuamos escrevendo o roteiro enquanto editávamos. Se eu tivesse mais seis meses, teria dedicado [ao roteiro] seis meses antes da produção)”.
