O reencontro entre gerações embalado por clássicos atemporais marcou a passagem do Men At Work por Belo Horizonte nesse domingo (10/5). Em um BeFly Hall lotado, o público acompanhou uma noite de nostalgia e sucessos que levaram o grupo australiano ao destaque nas décadas de 1980 e 1990.
O cenário chamou atenção pela presença de muitas famílias, especialmente mães celebrando o Dia das Mães ao lado dos filhos. Enquanto boa parte da plateia era formada por millenials que cresceram ouvindo as músicas da banda no rádio, muitos jovens da geração Z tiveram ali o primeiro contato presencial com o grupo, após conhecê-lo apenas pelo streaming.
A abertura do show teve um clima mais contido, com canções menos conhecidas e mais momentos instrumentais. Nesse contexto, o baixista cubano Yosmel Montejo ganhou destaque com um solo envolvente que ajudou a elevar a animação do público, funcionando como uma espécie de aquecimento para os grandes sucessos da noite.
A primeira grande catarse veio com “It’s a Mistake”. O público acompanhou a letra do início ao fim, em uma cena que evidenciou a força das músicas da banda mesmo décadas após o auge do grupo.
Destaques no palco e conexão com o público
No palco, Colin Hay mostrou disposição durante toda a apresentação. Único integrante remanescente da formação original, o cantor de 72 anos manteve boa presença de palco e foi bastante celebrado pelo público, principalmente nos maiores sucessos da banda.
A voz segue firme, sustentando notas longas e preservando características marcantes das gravações clássicas. Também chamou atenção o carisma do vocalista, que conduziu o espetáculo com leveza e demonstrou carinho pelo Brasil. No encerramento, Hay ainda arriscou um samba, mostrando total conforto em sua passagem por BH.
Outro destaque da noite foi Rachel Mazer. Responsável pelos teclados, saxofone e flauta, a musicista conduziu dois dos momentos mais marcantes da apresentação. Em “Who Can It Be Now?”, o sax assumiu o protagonismo e arrancou uma das maiores reações da noite. Já em “Down Under”, a flauta guiou o trecho mais esperado do show, acompanhado em coro por um público que, àquela altura, já estava completamente de pé.
Legado segue vivo e atravessando gerações
No fim, a apresentação do Men At Work em Belo Horizonte terminou com a sensação de missão cumprida. Em um show marcado pela forte conexão com o público, a banda emocionou diferentes faixas etárias presentes no BeFly Hall. Entre gerações distintas, o grupo australiano mostrou que seus clássicos seguem atuais tanto no palco quanto na memória coletiva.