O estresse crônico altera neurotransmissores importantes do cérebro, como serotonina e dopamina, que participam da sensação de bem-estar, prazer e equilíbrio emocional. E a alimentação tem um papel direto nisso. A serotonina, por exemplo, é produzida a partir do triptofano, um aminoácido encontrado em alimentos como ovos, banana, aveia, cacau, iogurte, grão-de-bico, castanhas e queijos.
Uma grande revisão publicada na revista Nutrients mostrou a associação entre um padrão alimentar anti-inflamatório e um menor risco de ansiedade e depressão. Além disso, nutrientes como magnésio, ômega-3, vitaminas do complexo B e zinco também participam da produção e do funcionamento dos neurotransmissores.
Mas atenção: não existe um alimento antidepressivo. O que a ciência mostra é que um cérebro inflamado e mal nutrido funciona pior. Muitos especialistas em psiquiatria nutricional já defendem que a alimentação equilibrada deve fazer parte do tratamento do estresse crônico, junto com uma boa noite de sono, atividade física e acompanhamento psicológico.