Depois de duas temporadas que dividiram opiniões (a primeira aclamada, a segunda mais contida e criticada por andar em círculos), “A Casa do Dragão” chega à sua terceira temporada prometendo entregar, de uma vez por todas, a guerra que os fãs esperavam desde o episódio um. A estreia acontece no domingo, 21 de junho, às 22h, na HBO Max, com oito episódios exibidos semanalmente até 9 de agosto.
O saldo preliminar anima: a temporada estreou com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes, superando as marcas das temporadas anteriores, que registraram 90% e 84% respectivamente. Os críticos que já assistiram aos primeiros episódios descrevem um ritmo muito mais acelerado, batalhas de escala impressionante e uma narrativa que finalmente sabe para onde está indo.
A trama começa praticamente de onde paramos, com as peças do tabuleiro preparadas para a guerra. Rhaenyra tenta dar sequência ao plano oferecido por Alicent para que a herdeira do trono assuma seu lugar em Porto Real. O grande evento que vai abrir a temporada é a aguardada Batalha da Goela — um confronto naval monumental entre a frota Velaryon e a Triarquia, com dragões, navios e destruição em larga escala.
Embate foi uma das produções mais complexas da série
O showrunner Ryan Condal compara a importância estratégica do embate à Batalha do Abismo de Helm, de “O Senhor dos Anéis”, e descreve o episódio como uma das produções mais complexas e intensas já feitas para o formato de série.
Há também uma polêmica nos bastidores que vale a pena acompanhar. George R.R. Martin descreveu sua relação com o cocriador Ryan Condal como “péssima”, afirmando que parou de ser consultado sobre as alterações na série e que, ao receber o plano para a terceira temporada, disse que aquela não se parecia mais com a sua história.
Entre as mudanças confirmadas em relação aos livros, a Batalha da Goela terá Baela, montada em seu dragão Lualuziluz, no lugar de Nettles — o que redistribui um dos arcos mais simbólicos do livro entre personagens que já tinham presença consolidada na série.
Com o encerramento já estabelecido para o quarto e último ano, a produção finalmente dá sinais de que sabe para onde está indo. Aegon e Aemond ganham arcos próprios fora do palácio, e Alicent precisa arcar com o peso de sua decisão: salvar a própria pele em troca da traição de sua linhagem.
A terceira temporada é também o teste real da aposta da série em Rhaenyra como protagonista trágica. Até aqui, ela reagiu. Agora, ela age — e como a narrativa tratará essa virada vai definir se “A Casa do Dragão” tem identidade própria ou apenas vive à sombra de seu antecessor.