A Galeria Murilo Castro inaugura, neste sábado (23/5), a exposição “Das pinturas com luz às paisagens sonoras”, primeira mostra individual da artista argentina Mariana Villafañe no Brasil. A exposição reúne pinturas e obras cinéticas (em que o movimento é o principal elemento estrutural) que investigam percepção, movimento, som e espacialidade por meio de estruturas geométricas, luzes, motores e superfícies reflexivas.
A visitação de “Das pinturas com luz às paisagens sonoras” ocorrerá entre os dias 25 de maio e 4 de julho, na Galeria Murilo Castro, no bairro Santa Lúcia, região Centro–Sul de Belo Horizonte. A abertura será neste sábado, das 11h às 14h.
Influências das obras
A mostra apresenta diferentes pesquisas desenvolvidas por Mariana Villafañe entre 2018 e 2026, fortemente influenciadas pela arte cinética, pelo construtivismo latino-americano e pelos escritos futuristas de Luigi Russolo. Nas obras, a artista propõe experiências que transitam entre o campo visual e auditivo, criando composições que sugerem vibração, ritmo e transformação contínua.
Entre os destaques da exposição estão as séries “Paisajes Audibles”, “Dinamismos”, “El Sonido del Tiempo”, “Polifonias: Concierto para esferas metálicas”, “Tiempo de Retorno”, “Compás de espera” e “Distorsión envolvente”. Os trabalhos articulam pintura, motores, espelhos, esferas metálicas e estruturas programadas para produzir sons e movimentos contínuos, criando experiências imersivas para o público.
Segundo Mariana Villafañe, a exposição reúne investigações sobre o modo como o corpo percebe o tempo, a luz e a vibração no espaço. “Nas obras cinéticas e nas pinturas, procuro construir paisagens sonoras visuais, onde a matéria parece entrar em estado de ressonância”, afirmou a artista.
Espacialidade e percepção ótica
Em trabalhos como “Prototipo de experimentacion sonora” e “Habitar la máquina”, Villafañe amplia a investigação sobre espacialidade e percepção ótica por meio de mecanismos motorizados e superfícies reflexivas. As obras exploram a relação entre plano, vazio, geometria e movimento, propondo diferentes leituras ao espectador.
Para o curador Felipe Scovino, a artista constrói uma produção aberta à interpretação do público. “Não se tratam ‘apenas’ de pinturas, mas de paisagens que possuem um comprometimento com o som”, explicou. Segundo ele, as obras promovem uma alteração na percepção temporal, levando o visitante a uma experiência mais lenta e contemplativa.
Nascida em Buenos Aires, em 1972, Mariana Villafañe vive e trabalha entre Argentina e Espanha. Formada em Arquitetura pela Universidade de Buenos Aires e em Artes Visuais pelo Instituto Universitario Nacional de Arte, a artista integrou o Programa de Artistas da Universidad Torcuato Di Tella e participou do Centro de Investigaciones Artísticas.
Sua trajetória reúne exposições em cidades como Paris, São Paulo, Bogotá, Barcelona, Miami, Nova York, Berlim e Dubai. Entre os reconhecimentos recebidos estão o Berlin Art Prize e o Premio Banco de la Provincia de Buenos Aires.
‘Das Pinturas com Luz às Paisagens sonoras’
Abertura: 23 de maio de 2026, das 11h às 14h
Visitação: 25 de maio a 4 de julho
Horários: segunda a sexta, das 10h às 19h; sábados, das 10h às 14h
Local: Galeria Murilo Castro | Rua Saturno, 10 – Santa Lúcia