Aos profissionais de arquitetura, de design e a todos que se interessam por esse universo, vale a pena ouvir a recente reflexão de Philippe Starck. Ele cravou que o design está sendo tomado por “tendências de luxo tóxicas”.
E estamos falando do profissional que projetou o iate de Steve Jobs e os interiores do Palácio do Eliseu. Ou seja: se alguém tem autoridade para falar sobre luxo nessa indústria, é ele. Foi exatamente por isso que a crítica ressoou tanto. Ao observar a Semana de Design de Milão, em 2025, Starck ficou chocado, não com a qualidade das obras, mas com a direção que o mercado tomou.
Para ele, o design, que nasceu como uma ferramenta democrática para resolver problemas reais de pessoas reais, se transformou em um instrumento de status para uma parcela cada vez menor da população. São marcas de luxo dominando as conversas, materiais caros substituindo boas ideias e a forma seguindo o preço, e não a função, a beleza ou o propósito.
Para Starck, isso não é progresso; é regressão. E vale lembrar que a arquitetura não está imune a esse movimento. Vemos cada vez mais projetos criados apenas para impressionar quem não vai habitá-los, feitos sob medida para quem vai admirá-los a distância. Fica a reflexão para você hoje, e até a próxima.