Um dos estreantes na CASACOR Minas, o arquiteto Jefferson Otávio, criou uma saleta onde cada elemento foi pensado para prolongar um instante. De cara, o que chama a atenção é a luz baixa envolvente, que permite uma atmosfera mais intimista.
A parede em quartzito brasileiro também é de tirar o fôlego e, claro, como a inspiração foi um anfitrião apaixonado por arte e também por jogos, há uma mesa de poker que se destaca estrategicamente. Jefferson utilizou ainda madeira e couro, em um clima sofisticado e muito acolhedor, que valoriza a riqueza dos materiais naturais. Tudo isso cria uma composição bastante harmoniosa.
Mas o que parou o meu olhar quando entrei na saleta, que o arquiteto batizou de Entre Tempos, foi a grande tela escolhida por ele. Assinada por Léo Brizolla, esse nosso artista com a maior sensibilidade, ela é emocionante e, pelo que vejo, atinge diversas gerações.
Dia desses, passando por lá, vi duas garotas de vinte e poucos anos, e uma comentava com a outra em frente à tela: “Eu não me canso de vir aqui só para ficar olhando para essa pintura”. Legal, né? Pois é, eu também não me cansaria nem um pouquinho.