Tem um ditado que diz que “habitar é cuidar”. O que pode ser traduzido como um processo contínuo de organizar e deixar aflorar, ou mesmo aprimorar, o que há de belo ou de interessante nos espaços para que eles se tornem uma extensão de nós mesmos.
O certo é que com as escolhas que fazemos, imprimimos nossa identidade no ambiente, o que acaba por tornar a moradia um reflexo de nós mesmos. Ok, eu sei, é fácil falar isso e talvez seja mais fácil entender quando estamos de bem com a vida e com a gente, não é? Mas a pergunta que fica é: e quando não estamos nesses dias tão iluminados, como um lar deveria ser?
O que acontece quando o que queremos é fechar as cortinas e ficar quietos no nosso canto? Eu acho que é também nessas horas, ou principalmente, quando elas acontecem, que é necessário pensar em uma casa que nos acolha do jeito que gostamos de ser acolhidos.
Por isso, as escolhas dos móveis, das cores, dos objetos que temos em casa, tem que ter valor para o nosso sentimento, principalmente. O que compõe nossa casa fortalece a nossa conexão emocional com ela. E isso pode ser muito bom nas horas alegres e também nos momentos mais introspectivos.
Para mim, particularmente, casa tem que ter arte nas paredes em todos os cantos possíveis. Mas isso é o meu jeito. E para você, o que realmente é importante ter em casa para você se sentir, de fato, acolhido?