A CineBH 2026 reúne 16 filmes produzidos em Belo Horizonte e na Região Metropolitana na 11ª edição da Mostra A Cidade em Movimento. Com curadoria de Bruna Piantino, a seleção integra a programação da 20ª Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte, que ocorrerá de 22 a 27 de setembro, e apresenta o programa “Abecedário da Existência”, dividido em cinco sessões.
A mostra parte da cidade como território de experiências, relações, conflitos e transformações. Os filmes abordam temas como corpo, linguagem, tecnologia, natureza, ancestralidade e experiências das periferias, ampliando o olhar sobre a vida urbana para além das estruturas físicas de Belo Horizonte.
Mostra A Cidade em Movimento
As cinco sessões de A Cidade em Movimento são organizadas a partir dos eixos “A Engenharia Reversa da Linguagem”, “A Tecnologia da Existência”, “O Resgate do Corpo Emocional”, “A Não Domesticação da Experiência” e “A Inteligência da Borda”. Ao reunir diferentes perspectivas sobre BH, a mostra propõe um olhar para as múltiplas formas de vida que constroem e transformam a cidade.
A primeira delas, “A Engenharia Reversa da Linguagem”, apresenta o filme “Como Atravessar Paredes: a História do Centro Cultural Galpão Cine Horto”, de Chico Pelúcio, Henrique Vertchenko, Marcos Coletta e Rodolfo Magalhães. O documentário recupera a trajetória do centro cultural e de seus núcleos de pesquisa e experimentação, aproximando cinema, teatro e processos de criação.
Já “A Tecnologia da Existência” reúne o curta experimental “Ouro de Tolo Remix”, de Gabriel Afonso, e o longa “Maxita”, de Mariana Machado e Ana Maria Machado, com participação de Davi Kopenawa e Ailton Krenak. A sessão aborda as relações entre humanidade, técnica e natureza, além de questões ligadas à exploração dos territórios e à diversidade de espécies e formas de vida.
Filmes abordam corpo e experiências urbanas
A terceira sessão, “O Resgate do Corpo Emocional”, concentra produções voltadas às experiências individuais e às condições sociais que as atravessam.
Integram o eixo “Todas as Cores que Eu Já Senti na Vida”, de Bernardo Franco; “Recaída”, de Samuel Costa; “Dentro do Meu Peito Mora um Cão”, de Gabriel Afonso; e “O Maestro”, de Vinícius Correia. Os trabalhos abordam temas como precarização do trabalho, autoestima, sofrimento mental, dependência química, passagem para a vida adulta e sobrevivência do artista.
Em “A Não Domesticação da Experiência”, cinco filmes exploram diferentes formas de enfrentamento às normas e estruturas da vida cotidiana. A sessão reúne “Queremos Praia – Anunciação”, de Chico Pelúcio, Marcelo Braga e Rodolfo Magalhães; “Metamórfike”, de Lui Nascimento; “Sexta”, de Pedro Cordeiro; “Bloco Fantasma”, de Rafael Zorzal; e “Cordões e Sinos de Além-Mar”, de Yuji Kodato e Jeremias Brasileiro.
As obras transitam por imaginação, performance, surrealismo, relações de trabalho, realidades paralelas e experiências espirituais e ancestrais.
A cidade vista pelas periferias
A última sessão da mostra, “A Inteligência da Borda”, direciona o olhar para as periferias, os conflitos urbanos, os afetos e as estratégias de sobrevivência.
O programa apresenta “Um Mar”, de Duna Dias e Leonardo Augusto; “Mães do Morro”, de Isabela Ferreira da Silva; “Não é Sobre Pastéis”, de Tiago Ribeiro; “Do Acaba Mundo ao Pindura Saia”, de Iakima Delamare e Thiago Rosado; e “Nós é Ruim e Mora Longe”, de Ítalo Almeida.
Os filmes observam a cidade a partir de suas bordas e das pessoas que constroem formas de ocupá-la. Violências, tensões sociais, cartografias afetivas, encontros e experiências da juventude periférica atravessam as produções.
20ª CineBH – Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte
Data: 22 a 27 de setembro
Locais: Fundação Clóvis Salgado, Cine Theatro Brasil, Cine Belas Artes, Sala de Cinema Minas Tênis Clube, Cine Santa Tereza, Teatro Sesiminas, Casa da Mostra e Praça da Liberdade
Programação gratuita