Celebrado neste sábado (17/10), o Dia Nacional da MPB é uma oportunidade para revisitar grandes nomes da música brasileira e descobrir artistas que estão renovando a cena musical do país. De Djavan a Legião Urbana, diferentes gerações influenciaram a sonoridade nacional e abriram caminhos para novos talentos. Para marcar a data, reunimos artistas contemporâneos que podem agradar a quem já é fã de nomes consagrados, com sugestões para ampliar a playlist e explorar novas sonoridades.
Embora nem todos os artistas desta lista sejam exclusivamente associados à MPB, a música brasileira é marcada por encontros entre diferentes gêneros, como pop, rock, samba e soul. Essas influências atravessam gerações, aproximam artistas de estilos distintos e ajudam a renovar a produção musical do país.
A seleção também inclui nomes ligados a outras vertentes, mas que compartilham afinidades com grandes referências da música nacional, seja pelas letras, pelas interpretações ou pelas sonoridades.
1. Se você gosta de Djavan, ouça Luedji Luna
Conexão: sofisticação musical e influências afro-brasileiras
Luedji Luna é uma boa indicação para quem aprecia a riqueza harmônica e as múltiplas referências musicais de Djavan. Sua obra cruza MPB, jazz e sonoridades afro-brasileiras. Em entrevista à Folha de S.Paulo, a cantora disse ver a cena atual da MPB em ebulição, ainda sem um rótulo específico. Embora tenha a elegância musical parecida com a de Djavan, a artista dispensou a responsabilidade de uma possível sucessão. “É só o ‘luedjismo’ mesmo”, afirmou ao jornal.
Para começar: “Rota”
2. Se você gosta de Lulu Santos, ouça Silva
Conexão: pop brasileiro, melodias marcantes e experimentação.
Silva combina pop, música eletrônica e MPB em canções de sonoridade contemporânea. É uma indicação interessante para quem gosta do lado mais pop de Lulu Santos, com suas melodias dançantes, letras românticas e cativantes e arranjos modernos. Silva e Lulu representam os artistas que transitam entre a canção brasileira e a produção eletrônica. Os dois, inclusive, já colaboraram na música “Noite”.
Para começar: “A Cor é Rosa”
3. Se você gosta de Cazuza, ouça Johnny Hooker
Conexão: intensidade, teatralidade e letras confessionais
Johnny Hooker pode agradar a quem se identifica com a entrega emocional, a liberdade artística e o lado provocador de Cazuza. A aproximação está presente na atitude, na interpretação e na dramaticidade de Hooker ao invés de, necessariamente, uma reprodução do rock dos anos 1980.
Para começar: “Amor Marginal”
4. Se você gosta de Vanessa da Mata, ouça Rachel Reis
Conexão: balanço, pop brasileiro e referências regionais
Rachel Reis mistura pop, MPB e referências da música baiana em canções que transitam entre ritmos dançantes e melodias românticas. É uma boa porta de entrada para quem gosta da leveza melódica e da mistura de estilos presente na obra de Vanessa da Mata.
Para começar: “Maresia”
5. Se você gosta de Ana Carolina, ouça Liniker
Conexão: voz expressiva, soul e intensidade emocional
Liniker é uma indicação para quem valoriza cantoras de presença vocal marcante e interpretações carregadas de emoção. Sua música incorpora elementos de soul, R&B e MPB. A conexão com Ana Carolina está na força interpretativa, embora as duas tenham linguagens musicais distintas.
Para começar: “Caju”.
6. Se você gosta dos Tribalistas, ouça Gilsons
Conexão: música brasileira, harmonias e balanço
O trio Gilsons combina MPB, pop e ritmos brasileiros em arranjos que valorizam a melodia, o violão e as harmonias vocais. A sonoridade pode agradar a quem gosta da combinação de simplicidade, inventividade e brasilidade dos Tribalistas.
Para começar: “Várias Queixas”.
7. Se você gosta de Legião Urbana, ouça Terno Rei
Conexão: rock alternativo e letras introspectivas
Para quem se identifica com o lado mais reflexivo da Legião Urbana, Terno Rei oferece uma possibilidade de descoberta dentro do rock brasileiro contemporâneo. A banda tem uma sonoridade mais indie, com atmosferas melancólicas e letras introspectivas.
Para começar: “Solidão de Volta”.