Outro dia, em uma palestra sobre as vantagens e desvantagens da eletrônica no carro moderno, alguém me perguntou: “Para que tanta marcha? Oito, nove, dez em um câmbio? Durante tantos anos, os carros funcionaram com três ou quatro”.
A explicação é que os carrões americanos das décadas de 50, 60 e 70 tinham motorzão V8, com muita potência e torque. Bastavam três marchas para que o carro estivesse sempre em uma rotação de muita força. Já os europeus, com motores de menor cilindrada, introduziram câmbios de quatro, cinco e até seis marchas, justamente para garantir que o motor trabalhasse sempre na rotação ideal.
Hoje, na busca pelo mínimo consumo sem abrir mão do rendimento, as caixas foram ganhando cada vez mais marchas. Um bom exemplo dessa evolução são os modernos motores 1.0 turbo, como o do Volkswagen T-Cross, que trabalham acoplados a eficientes câmbios de seis marchas, enquanto outros utilitários do mercado já chegam facilmente à casa das oito ou nove velocidades.