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Seminário internacional aborda a Pampulha sob diferentes perspectivas, confira a programação!

25/06/2024

Redação: Prefeitura de Belo Horizonte

Imagem: bcorreabh-istockphoto

Com o objetivo de discutir a Pampulha a partir de múltiplas perspectivas, a Prefeitura de Belo Horizonte realiza o “Seminário Pampulha(s): paisagens e outros horizontes”, que leva uma programação variada à Casa do Baile – Centro de Referência de Arquitetura, Urbanismo e Design nos dias 25 e 26 de junho, terça e quarta-feira. Integrando as atividades de encerramento das celebrações de 80 anos do Conjunto Moderno da Pampulha, o evento conta com mesas de debate compostas por pesquisadores acadêmicos, representantes dos Pontos de Cultura localizados na Regional Pampulha, cidadãos, artistas e profissionais. Serão debatidos temas que tratam das mudanças da paisagem urbana na cidade e sua natureza, bem como o cotidiano em transformação ao longo dos anos, como os modos de morar e de se alimentar.

Além da programação de mesas, haverá atividades como a aula magna do escritor Ricardo Aleixo, que abre o evento na terça-feira; os lançamentos do documentário “ARTE BRASILEIRA: a coleção do MAP na Casa Fiat de Cultura” e do livro “Conjunto Moderno da Pampulha: Paisagem Cultural Mundial”; a abertura de uma exposição e a exibição de um documentário do Projeto Moradores; e discotecagens ao fim dos dois dias. Também integra a programação a ação educativa “Na Palma das Mãos”, voltada para a construção de um mapa afetivo da Pampulha por meio do olhar dos residentes e frequentadores da região. As atividades são gratuitas, sendo que as inscrições para as mesas de debate devem ser realizadas previamente neste link.

Para Eliane Parreiras, secretária municipal de Cultura e Presidente Interina da Fundação Municipal de Cultura, o seminário “Pampulha(s): paisagens e outros horizontes” proporciona uma plataforma singular para reflexões profundas sobre a evolução da paisagem urbana de um dos principais cartões-postais da capital. “O Seminário reúne especialistas de diversas áreas em um encontro que busca discutir e valorizar as transformações culturais e sociais que moldaram a identidade da Pampulha ao longo dos anos. Trata-se de uma oportunidade única de promover o diálogo e a troca de conhecimentos, destacando a riqueza e a diversidade do nosso patrimônio cultural, além de reforçar a importância da Pampulha como um Patrimônio Cultural da Humanidade”, afirma.

O “Seminário Pampulha(s): paisagens e outros horizontes” integra as atividades de encerramento das comemorações de 80 anos do Conjunto Moderno da Pampulha e integra as atividades do Circuito Municipal de Cultura, projeto realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, em parceria com o Instituto Odeon, com apoio cultural do Ministério Público do Estado de Minas Gerais, através de recursos do Fundo Especial do Ministério Público – FUNEMP.

Programação | “Seminário Pampulha(s): paisagens e outros horizontes”

Terça-feira (25)

● 9h30 – “Pampulha vista do ônibus: entre memória, crítica e pensamento” – Aula magna de abertura, com Ricardo Aleixo

● 11h30 às 12h45 – Mesa: “Vivenciando o patrimônio local – resistência, experiências e expressões” – Participantes: Janaína França – Gerente do Conjunto Moderno da Pampulha (FMC); Lucas Ferreira – Zap 18 (Associação Zona de Arte da Periferia); Babilak Bah – Trem Tan Tan; Mestre Jurandir Francisco do Nascimento – Instituto de Capoeira Angola Fica – BH; Bruno Cerezoli – Piccolo Teatro Meneio; Mariane Bueno – Coletivo Meneio de Danças – Mediação: Françoise Jean de Oliveira Souza – Secretaria Municipal de Cultura

● 14h30 – Palestra MPMG/FUNEMP: “Defesa e promoção da cultura e do patrimônio cultural” – Dr. Jacson Rafael Campomizzi (Presidente do FUNEMP)
● 16h às 17h30 – Mesa: “Na Palma das Mãos – Pampulha: Paisagem de cada um, paisagem de todo mundo” – Participantes: Sara Lana – Coordenadora (Azillanet – França); Cássio Campos – Coordenador da Casa do Baile. Mediação: Lays Souza – Arquivo Público da Cidade de Belo Horizonte)

● 17h45 – Lançamento do “Conjunto Moderno da Pampulha: Paisagem Cultural Mundial” – Com a presença de autoridades

● 19h às 20h – SaFa DJ – DJ Sandrinha e DJ Fausto

Quarta-feira (26)

● 9h30 às 12h30 – Mesa: “Viver a Cidade – os agentes transformadores da paisagem urbana” – Participantes: José Antonio Hoyuela Jayo – Doutor em Arquitetura, Espanha; José Newton Coelho Meneses – Doutor em História; Regina Horta Duarte – membro Sociedad Latino-americana Y Caribeña de História Ambiental (SOLCHA) e docente da UFMG; Liszt Vianna Neto, Doutor em Humanidades e Mestre em Arquitetura e Urbanismo- Mediação: Yuri Mello Mesquita (FMC)

● 14h às 15h30 – Mesa: “Reflexões sobre oficina participativa experimental: Recomendação da Paisagem Urbana Histórica para o Conjunto Moderno da Pampulha” – Participantes: Leonardo Barci Castriota – arquiteto e urbanista, Doutor em Filosofia ; Lucia Pesci – CEPA, Espanha; Vilmar Pereira de Sousa –  Mestre e Doutor em Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável; Laura Lage – arquiteta e urbanista; Anielle Freitas – arquiteta e urbanista; e Guilherme Souza – Mestre em Geografia – Mediação: Michelle Márcia Cobra Torre (FMC)

● 16h às 17h40 – Mesa: “Vivências na cidade: a humanidade do patrimônio” – Participantes: Gustavo Nolasco – Projeto Moradores; Fernanda Dandara – militante social e moradora da ocupação Dandara; Rita Lage Rodrigues – professora da EBA/UFMG; Maria Tereza Dantas Moura  – Doutoranda em Artes; Giusi Zamana – Ponte entre Culturas, Itália; Luis Molinari – IEPHA e Museu Virtual da Imigração italiana em Minas Gerais – Mediação: Paula Senna (FMC)

● 17h45 às 18h30 Lançamento do minidocumentário “ARTE BRASILEIRA: a coleção do MAP na Casa Fiat de Cultura”

● 19h, na Praça Dino Barbieri – Projeto Moradores | Conjunto Moderno da Pampulha – Exibição do documentário e inauguração de exposição

● 20h às 21h, na Praça Dino Barbieri – “Baile da Black Josie” – DJ Black Josie

Aula Magna e livro sobre a Pampulha

A abertura do seminário acontece nesta terça-feira (25), às 9h45, com a aula magna “Pampulha vista do ônibus: entre memória, crítica e pensamento”, do poeta, escritor, artista visual, performer, designer sonoro, músico, pesquisador de literaturas, produtor cultural e professor, Ricardo Aleixo. Mais que apenas fazer parte de seu imaginário, a Pampulha contribui para que Ricardo Aleixo encontre seu lugar no mundo dos signos. O artista e pesquisador belo-horizontino tira partido da circunstância de morar, desde os nove anos de idade, no bairro Campo Alegre, Região Norte de Belo Horizonte, para traçar um “panaroma” (neologismo criado por Augusto de Campos) de sua relação com o conjunto arquitetônico projetado por Oscar Niemeyer.

Recentemente eleito imortal da Academia Mineira de Letras (AML), Ricardo Aleixo é Doutor em Letras – Estudos Literários por Notório Saber, pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Possui obras expostas de forma permanente no Museu da Língua Portuguesa (SP), além de ter trabalhos expostos no Brasil e no exterior. Em sua obra, aborda questões sociais, ao valorizar a identidade afro-brasileira, e ao tecer narrativas, a partir de linguagens muito originais, sobre a relação do ser humano com as tradições e as modernidades, incluindo reflexões filosóficas, etnopoéticas, antropológicas e históricas em seus trabalhos.

Outro destaque é o lançamento do livro “Conjunto Moderno da Pampulha: Paisagem Cultural Mundial”, que também acontece na terça, às 17h45, com a presença de autoridades. Realizada pela Prefeitura de Belo Horizonte, em parceria com o Instituto Lumiar, a obra tem idealização da Secretaria Municipal de Cultura. Produzido pela Greco Design, o livro traz quatro capítulos que abarcam reflexões inéditas sobre o Conjunto Moderno da Pampulha e os equipamentos tombados da região, incluindo interpretações sobre a importância desse conjunto artístico e arquitetônico como patrimônios culturais.

A coordenação editorial do livro é assinada por Luciana Rocha Féres e Yuri Mello Mesquita, e os textos da obra são de autoria de Flávio Lemos Carsalade, Laura Beatriz Lage, Anielle Freitas, Guilherme Souza, Luciana Rocha Féres e Janaina França Costa.

Mesas, palestras e mapa afetivo

Reunindo pesquisadores, acadêmicos, artistas, moradores da região, ativistas sociais e especialistas em história, patrimônio, arquitetura e urbanismo, as mesas de debate se desdobram durante todos os dois dias de seminário. Os temas tratados são: “Vivenciando o patrimônio local: resistência, experiências e expressões”, “Na Palma das Mãos – Pampulha – Paisagem de cada um, paisagem de todo mundo”, “Viver a Cidade – os agentes transformadores da paisagem urbana”, “Reflexões sobre oficina participativa experimental: Recomendação da Paisagem Urbana Histórica para o Conjunto Moderno da Pampulha” e “Vivências na cidade: a humanidade do patrimônio”.

Todas as discussões realizadas nas mesas de debate do “Seminário Pampulha(s): paisagens e outros horizontes”, bem como as respectivas falas dos convidados, serão publicadas no portal da Fundação Municipal de Cultura, por meio de uma edição especial da Revista Eletrônica do Arquivo Público da Cidade de Belo Horizonte (REAPCBH), periódico científico voltado à pesquisa sobre patrimônio cultural e temas urbanos. O documento será um instrumento de registro das falas de pessoas que construíram diferentes relações identitárias e culturais com a região da Pampulha.

Faz parte do seminário a ação educativa “Na Palma das Mãos”, voltada para a construção de um mapa afetivo da Pampulha por meio do olhar dos residentes e frequentadores da região. Esta ação, bem como as discussões das mesas, servirão como referência de estudo de caso para outros patrimônios reconhecidos mundialmente. O evento tem como objetivo extrapolar a discussão acerca da Pampulha como Patrimônio Cultural da Humanidade, evidenciando outros olhares sobre a região que incluem a cultura e sociabilidade local.

Documentário aborda o acervo do MAP

Após ser apreciada por mais de 80 mil pessoas, a exposição “ARTE BRASILEIRA: a coleção do MAP na Casa Fiat de Cultura”, ganha um minidocumentário. A exposição foi realizada através da parceria entre a Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Fundação Municipal de Cultura e a Casa Fiat de Cultura, entre 10 de outubro de 2023 e 3 de março de 2024. Cada etapa da montagem da exposição foi documentada e agora é compartilhada com o público.

A produção relembra os quase cinco meses em que a mostra esteve aberta à visitação, apresentando uma coleção rara de cerca de 200 obras do Acervo do Museu de Arte da Pampulha (MAP), nunca expostas em conjunto. Passando pelos mais importantes movimentos artísticos do país nos séculos XX e XXI, a exposição revelou uma dimensão singular do acervo do MAP, alinhado à trajetória da Casa Fiat de Cultura de apresentar montagens inéditas, promovendo o diálogo entre arte popular, contemporânea e importantes nomes do modernismo brasileiro.

Ao assistir o documentário, será possível saber mais detalhes sobre o recorte feito pelos curadores Marcelo Campos e Priscila Freire, além de entender como foi feita a seleção das obras para compor a mostra, e os aspectos culturais, sociais e históricos abordados. Imagens inéditas dos bastidores e depoimentos de alguns dos artistas que integraram a mostra, como Jorge dos Anjos e Nydia Negromonte, completam o minidocumentário.

Projeto Moradores e programação cultural

O “Seminário Pampulha(s): paisagens e outros horizontes” também traz uma programação cultural nos dois dias. Na terça-feira, 25, às 20h, a dupla SaFa DJ encerra o evento com muita música na Casa do Baile. Discotecando juntos em Belo Horizonte há 14 anos, a dupla formada por DJ Sandrinha e DJ Fausto faz um set dançante que passa pela black music e por suas vertentes, abrangendo também o pop e a música brasileira. Com uma pesquisa musical versátil, a SaFa DJ é apaixonada pelo turntablism e também se apresenta com discos de vinil, com repertórios que trazem diversas referências musicais.

O encerramento, na quarta-feira, 26, será marcado pela abertura da exposição e a exibição de um documentário realizado pelo Projeto Moradores, que acontece às 19h, na Praça Dino Barbieri. O projeto, desenvolvido pela NITRO Histórias Visuais, teve como premissa registrar a história da Pampulha através das memórias da própria população, ressaltando a importância de pessoas como patrimônio imaterial da região. Para isso, montou durante o mês de maio estúdios fotográficos ao ar livre, na entrada da Casa do Baile e na porta da Igreja São Francisco de Assis, convidando os moradores a darem depoimentos e contarem memórias sobre a região. O material rendeu diversas fotografias, que ficarão expostas até dia 5 de julho, e vários vídeo-depoimentos, compilados no documentário “Moradores | Conjunto Moderno da Pampulha”, que será exibido pela primeira vez na ocasião do seminário.

Logo após a abertura da exposição do Projeto Moradores, às 20h, também na Praça Dino Barbieri, é a vez do “Baile da Black Josie”, da veterana DJ de BH, que acontece  Inspirado nos antigos bailes black brasileiros, a atração propõe uma viagem pelo soul, funk, disco, rap, charme, miami bass, R&B e outras vertentes da black music. O repertório valoriza importantes nomes da música negra brasileira, pouco reconhecidos nos dias de hoje, como Gerson King Combo, Toni Tornado, Carlo Dafé, Miguel de Deus, Banda Black Rio, Hyldon, Cassiano, Eumir Deodato, Mario Caldato e Raul de Souza. Para o evento, o “Baile da Black Josie” convida os dançarinos Kaká Black Dez, Black Edson e Débora Black.

Circuito Municipal de Cultura

O Circuito Municipal de Cultura foi criado com o compromisso de oferecer uma programação contínua, em diversos formatos, a partir de ações descentralizadas nas nove regionais da PBH. Desde então, o projeto tem realizado shows, espetáculos cênicos, intervenções urbanas, exibição de filmes e mostras temáticas, além de atividades de reflexão e formação em diferentes linguagens artísticas, reforçando seu importante papel de fomento.

Entre dezembro de 2019, quando foi lançado, e março de 2024, o Circuito Municipal de Cultura realizou 1.019 atividades artísticas e culturais, que alcançaram um público estimado de aproximadamente 565 mil pessoas. Incluindo ações presenciais, virtuais e híbridas, a programação ocorrida durante esse período histórico do projeto movimentou a contratação de milhares de artistas e profissionais.

Serviço | Circuito Municipal de Cultura

“Seminário Pampulha(s): paisagens e outros horizontes”

Quando. Dias 25 e 26 de junho, terça e quarta-feira, das 9h às 21h

Onde. Casa do Baile – Centro de Referência de Arquitetura, Urbanismo e Design

(Avenida Otacílio Negrão de Lima, 751 – Pampulha)

Quanto. Gratuito, mediante inscrições para mesas e debates neste link