No início dos anos 2000, o temor de que a era digital pudesse acabar com o livro de papel tinha algum fundamento. Ninguém sabia ao certo quais seriam as consequências de iniciativas como o Google Livros, antes chamado de Google Book Search, criado em 2004.
Hoje, o vasto acervo virtual do serviço de buscas é apenas um dos componentes de um cenário em que já é possível delegar até a produção de um trabalho acadêmico à inteligência artificial, com citações bibliográficas no padrão correto e tudo mais. Mesmo assim, o livro impresso não mostra sinais de perecer.
Olha este comentário: “O livro não desaparecerá porque é ancestralidade viva. Ele materializa a tradição oral presente em todas as etnias e culturas.” Quem disse isso foi o arquiteto Rodrigo Mindlin Loeb, autor, com Eduardo de Almeida, do projeto da Biblioteca Brasiliana Guita, no campus da USP.
Pensando nisso, acho interessante que todos prestem mais atenção aos livros ditos decorativos que ficam sobre a mesa de centro da sala de estar. Que tal escolher livros que, de vez em quando, você possa sentar, abri-los, folheá-los e ler alguma coisa? Livros só para enfeitar? Fala sério, né, gente?
