O programa de hoje traz dois assuntos que parecem distintos, mas que, no final, você vai perceber que se encaixam.
O primeiro deles é particular: em qualquer lugar com mais de três ambientes, é facílimo de eu me perder. Por exemplo, se eu subo de elevador para ir a um escritório onde nunca fui e, ao sair dele, viro à direita e depois à esquerda no corredor até encontrar o endereço, pode saber que, quando eu sair de lá, vou virar para o lado contrário do que deveria para chegar ao elevador.
Isso sempre acontece, até quando digo internamente: Lenora, você sempre erra, então desta vez vire à direita em vez de virar à esquerda, como estava pensando agora. Dá no quê? Caminho errado. Eu consigo enganar até o meu acerto. Bom, depois voltamos nisso.
Janeiro é um mês bom para ampliar o repertório cultural e os conhecimentos. Uma das melhores metas para o primeiro mês do ano é escolher alguns livros para ler. No que diz respeito àqueles que convidam a olhar a arquitetura e o design sob diferentes prismas, oferecendo caminhos férteis para refletir, questionar e imaginar novas formas de habitar (o que, aliás, é o conteúdo do Tendências), li esses dias sobre um que se chama “O Livro dos Labirintos”, de Francesco Perrotta-Bosch, da editora WMF Martins Fontes.
Nele, o pesquisador investiga o labirinto como símbolo arquitetônico e cultural, cruzando mitologia, história, arte e pensamento espacial. A obra é destinada a leitores curiosos por arquitetura, cultura e literatura, interessados nas múltiplas formas de se perder e se encontrar no espaço.
Fala sério, eu preciso ler esse livro urgentemente e, claro, depois comentar aqui.
