Um experimento conduzido pelo pesquisador Kevin Hall, do Instituto Nacional de Saúde nos Estados Unidos, trouxe uma reflexão sobre o impacto dos alimentos ultraprocessados na saúde. O estudo foi publicado em 2019 e avaliou 20 adultos em um ambiente de pesquisa altamente controlado durante 4 semanas.
Por 2 semanas, os participantes consumiram uma dieta rica em alimentos ultraprocessados e, nas outras 2 semanas, uma dieta baseada em alimentos naturais ou minimamente processados. O detalhe é que as duas dietas tinham as mesmas quantidades de calorias, proteínas, gorduras e carboidratos.
Mesmo assim, quando estavam consumindo ultraprocessados, os participantes ingeriram cerca de 500 calorias a mais por dia e ganharam aproximadamente 900 g de peso em duas semanas. Quando passaram para a dieta com alimentos naturais, espontaneamente reduziram a ingestão calórica e perderam peso.
A hipótese é que os ultraprocessados são altamente palatáveis e induzem o consumo excessivo. Quando a base da alimentação é de comida de verdade, o próprio organismo tende a regular melhor a saciedade e o consumo de calorias.
