A Meta comprou uma inteligência artificial chinesa chamada Manus por cerca de 2 bilhões de dólares. Ela ficou famosa no início do ano passado por lançar, segundo eles, o primeiro agente de IA geral do mundo, capaz de fazer diversas tarefas. A notícia parece simples, mas o impacto é gigante.
A Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, que estava atrasada na corrida da IA, mostrou que ainda está no jogo. Em outras palavras, o Vale do Silício foi às compras na China. Isso mostra algumas coisas importantes. Primeiro, a corrida da IA é global. Esse movimento mostra que a China também é protagonista real nesse jogo e não apenas os Estados Unidos. Segundo, velocidade venceu o orgulho. Em vez de gastar anos desenvolvendo do zero, a Meta comprou quem já estava pronto. Negócio é isso. Resultado agora, não promessa para daqui a 5 anos.
Para empresas brasileiras, o recado é direto. Inovação não tem passaporte. Quem ignora o que está sendo criado fora do seu território confortável fica obsoleto rápido. IA hoje não é sobre quem inventou primeiro, é sobre quem aplica melhor. E a reflexão que fica é simples. A corrida IA é uma disputa global e quem está olhando só para os Estados Unidos certamente ainda não entendeu o jogo.
