Quando se fala em proteínas do futuro, existe uma tendência global que pode parecer estranha para nós, mas a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) já reconhece há anos a entomofagia, que é o hábito de comer insetos, como uma alternativa viável e segura para o planeta. Em muitos países, os insetos fazem parte da alimentação tradicional há séculos.
Do ponto de vista nutricional, grilos, larvas e besouros têm alto teor de proteína e de aminoácidos, além de ferro, zinco e vitamina B12. O impacto ambiental também chama a atenção. Insetos consomem muito menos água, menos espaço e emitem menos gases de efeito estufa do que a pecuária tradicional.
Por isso, países como Bélgica, Holanda, Estados Unidos e Coreia do Sul já aprovaram o uso de insetos como ingrediente alimentar, principalmente em farinhas proteicas, barras e snacks. No Brasil, algumas universidades e startups já estudam essa possibilidade com foco em segurança alimentar e sustentabilidade. O maior desafio por aqui não é científico, mas cultural.
E você, comeria uma barrinha proteica à base de farinha de inseto?
