Você viu qual é a nova dor de cabeça dos CEOs e diretores das empresas? Não é falta de vagas, é falta de gente preparada. Outro dia, li uma reportagem da revista Exame que trouxe um ponto incômodo: líderes estão tendo dificuldade para contratar uma geração que não aprendeu IA, tecnologia e pensamento digital desde cedo.
E o problema não é talento, é formação. Enquanto o mercado acelera, muita gente ainda está tentando engatinhar. Hoje, as empresas não buscam apenas diploma; buscam autonomia, pensamento lógico, capacidade de aprender rápido e de resolver problemas complexos. Isso não surge do nada aos 25 anos, é algo que se constrói antes.
É aí que vejo como o ensino das escolas técnicas e tecnológicas, como o Cotemig, vem ganhando cada vez mais relevância. Quando o adolescente aprende programação, dados, tecnologia e lógica ainda no ensino médio, ele não está “adiantado”; está apenas acompanhando o ritmo das mudanças do mundo atual. Esse aluno chega às empresas entendendo sistemas, processos, tecnologia e, principalmente, sabendo como pensar. A formação tradicional, sozinha, já não garante espaço.
Quem não desenvolve habilidades técnicas e digitais desde cedo passa a disputar vagas em desvantagem. O futuro do trabalho não começa na faculdade, começa no ensino médio.
