O Palácio das Artes vai inaugurar, nesta terça–feira (9/6), a exposição “Acervo Palácio das Artes – seria uma rima, não seria uma solução”, que reúne mais de 150 obras do acervo de artes visuais da FCS (Fundação Clóvis Salgado). Com entrada gratuita, a mostra permanecerá em cartaz até 6 de setembro, ocupando quatro galerias do complexo cultural em Belo Horizonte.
A iniciativa integra as comemorações dos 55 anos do Palácio das Artes e apresenta ao público um recorte da coleção construída ao longo de mais de cinco décadas. Com curadoria de Uiara Azevedo e design artístico e visual de Flávio Vignoli, a exposição reúne pinturas, desenhos, esculturas, fotografias, instalações, videoartes e performances.
A abertura para convidados e público será às 19h. Já o período expositivo começa nesta quarta–feira (10/6), com visitação de terça–feira a sábado, de 9h30 às 21h, e aos domingos, de 17h às 21h. A exposição ocupará a Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard e as galerias Arlinda Corrêa Lima, Genesco Murta e Mari’Stella Tristão.
Título inspirado em poema de Drummond
O título da mostra foi inspirado no poema “Sete Faces”, de Carlos Drummond de Andrade. Segundo a proposta curatorial, a exposição não pretende oferecer respostas definitivas, mas apresentar a arte como experiência, estabelecendo conexões entre obras, artistas, espaço expositivo e visitantes.
Entre os nomes presentes estão artistas fundamentais para a história das artes visuais em Minas Gerais e no Brasil, como Maria Helena Andrés, Sara Ávila, Yara Tupynambá, Amilcar de Castro, Genesco Murta, Pedro Moraleida, Beatriz Milhazes, Jorge dos Anjos, Fayga Ostrower, Laura Belém, Frans Krajcberg e Nydia Negromonte.
Com o eixo curatorial “Ontem, hoje e sempre”, a exposição destaca o papel do Palácio das Artes como espaço de formação, difusão e democratização da arte. O projeto também evidencia a evolução do acervo da Fundação Clóvis Salgado, que inicialmente era composto majoritariamente por pinturas e desenhos de artistas mineiros e, a partir da década de 1990, passou a incorporar diferentes regiões do país.
A curadora Uiara Azevedo destaca que as artes visuais ocupam um lugar central na história do Palácio das Artes. Segundo ela, o complexo cultural foi um dos primeiros espaços de Belo Horizonte a abrir portas para novas gerações de artistas, desempenhando papel relevante na consolidação da cena artística local.
Mostra revisita momentos importantes do Palácio das Artes
A exposição também revisita marcos históricos da instituição. As artes visuais passaram a integrar a programação do Palácio antes mesmo de sua inauguração oficial, com a emblemática mostra “Do Corpo à Terra”, realizada em 1970 sob curadoria de Frederico Morais e Mari’Stella Tristão, considerada até hoje uma referência na história da arte brasileira.
Cada galeria apresenta um recorte específico do acervo. Na Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard, o público encontrará um panorama da coleção, reunindo desde as primeiras obras incorporadas ao inventário até aquisições recentes. Já a Galeria Mari’Stella Tristão aborda a paisagem mineira como elemento recorrente na produção artística do estado.
Nas galerias Arlinda Corrêa Lima e Genesco Murta, o foco está na formação artística promovida pela Fundação Clóvis Salgado por meio de programas de incentivo, editais e premiações. O recorte inclui obras de artistas como Julia Panadés, Carolina Botura, Marta Neves, Desali, Élcio Miazaki e Froiid, evidenciando a diversidade de linguagens e gerações contempladas.
Além da exposição, a Fundação Clóvis Salgado prepara uma série de ações voltadas à preservação e difusão do acervo, incluindo atividades educativas, encontros sobre curadoria, conservação e restauro, além do lançamento de uma publicação dedicada à coleção.
‘Acervo Palácio das Artes – seria uma rima, não seria uma solução‘
Abertura: 9 de junho, às 19h
Período expositivo: de 10 de junho a 6 de setembro de 2026
Horários: terça–feira a sábado, das 9h30 às 21h; domingo, das 17h às 21h
Local: Palácio das Artes | Avenida Afonso Pena, 1.537 – Centro
Entrada gratuita