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Empresas da capital mineira seguem menos endividadas que as do estado, aponta levantamento da CDL BH

16/04/2024

Redação: CDL BH

Imagem: Joédson Alves

Levantamento da CDL/BH mostra que, no mês de fevereiro, enquanto houve crescimento de 2,6% no volume de CNPJs inadimplentes em Belo Horizonte, em Minas Gerais o avanço foi de 6,71%. As principais contas em atraso são referentes à água e luz, serviços de comunicação e bancos

As empresas da capital mineira encerraram 2023 com menos dívidas em comparação ao restante do Estado. E, em fevereiro deste ano, esse resultado voltou a se repetir, segundo levantamento da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), com dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Enquanto o número de CNPJ’s inadimplentes em Belo Horizonte cresceu 2,6% em fevereiro deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, os registros do Estado cresceram 6,71%.

“As empresas têm reagido bem às mudanças macroeconômicas, como redução da taxa Selic, por exemplo. Em um olhar local, a boa performance do comércio, que é a principal força de nossa economia, tem permitido que as empresas honrem seus compromissos”, avalia o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva.

Em fevereiro, os CNPJs devedores de Belo Horizonte com o maior número de negativações se concentraram nos segmentos de Serviços (52,34%), Comércio (29,66%), Indústria (6,57%) e Agricultura (0,14%). Em Minas Gerais, o segmento com maior inadimplência foi o de Serviços (42,98%), seguido por Comércio (35,63%), Indústria (8,86%) e Agricultura (0,44%).

O valor médio devido pelas pessoas jurídicas da capital mineira, em fevereiro de 2024, era de R$ 5.761,27. Já as contas em atraso das empresas de Minas Gerais somam R$ 6.339,70. Os valores em atraso por segmentos na capital mineira e Estado são os seguintes:

Belo Horizonte:

Comércio – R$ 6.672,34

Serviços – R$ 5.619,72

Indústria – R$ 5.751,34

Agricultura – R$ 4.140,34

Minas Gerais:

Comércio – R$ 7.167,65

Serviços – R$ 6.101,89

Indústria – R$ 6.770,09

Agricultura –  R$ 7.888,10

As principais dívidas das empresas belo-horizontinas são referentes aos serviços de comunicação (4,33%), contas de água e energia elétrica (4,26%), bancos (4,11%) e comércio (2,05%). Já as empresas de Minas Gerais acumulam débitos em água e luz (12,31%), bancos (10,87%), serviços de comunicação (5,81%) e comércio (2,31%).

Em relação ao número de dívidas por CNPJ, na comparação anual (Fev.24/Fev.23), as empresas da capital mineira tiveram um aumento de 3,67%. Contudo, na análise mensal (Fev.24/Jan.24), foi registrada uma queda de 2,65%.

O mesmo indicador para o Estado aponta uma queda na análise mensal, que passou de 10,33% em janeiro, para 7,99% em fevereiro. Neste recorte, Minas Gerais obteve melhor resultado que o Brasil (9,14%) e a região Sudeste (10,25%).

“Os dados apontam uma melhora na capacidade de pagamento das empresas. Ainda que o cenário seja de cautela, uma vez que os impactos da redução da taxa de juros na economia demorem a se materializar, essa desaceleração é reflexo de uma interação de fatores, que incluem não apenas a melhora econômica, mas também os resultados do Pronampe e do programa Desenrola, destinado a aliviar o endividamento. Além disso, possíveis influências sazonais e iniciativas adotadas pelos devedores para estabilizar suas finanças também contribuem para o resultado do indicador”, finaliza Marcelo de Souza e Silva.